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	<description>Recuperação para feridas emocionais, complexos e maus hábitos, mediante a Graça de Deus em Jesus Cristo</description>
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		<title>Uma percepção diferente da Graça de Deus</title>
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		<pubDate>Mon, 07 May 2012 01:42:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Barcelos</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Artigos Especiais]]></category>
		<category><![CDATA[Dependências]]></category>
		<category><![CDATA[Feridas emocionais]]></category>
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		<description><![CDATA[Uma visão diferente da Graça de Deus Jesus usará em seu trabalho de resgate da humanidade aqueles que o amam pessoalmente, apaixonadamente e devotamente, muito além de qualquer relacionamento próximo que possamos ter neste mundo. A condição é de dura &#8230; <a href="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/?p=708">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma visão diferente da Graça de Deus</p>
<p>Jesus usará em seu trabalho de resgate da humanidade aqueles que o amam pessoalmente, apaixonadamente e devotamente, muito além de qualquer relacionamento próximo que possamos ter neste mundo. A condição é de dura disciplina, mas também gloriosa.</p>
<p>Como estar à altura de tal padrão?</p>
<p><span id="more-708"></span></p>
<p>“Vocês têm obedecido à minha ordem para aguentar o sofrimento com paciência”(Apocalipse 3:10)</p>
<p>O propósito de Deus não é sempre conhecido por nós. O cristão a serviço do Reino experimenta pressão de todo tipo. Deus irá, muitas vezes, solicitar-nos uma disposição sem par, em função de seu propósito. É Ele quem determina o que fazer, quando e como. A nós resta esperar com paciência o desfecho da missão.</p>
<p>Paciência significa manter nosso relacionamento com Jesus Cristo através da paciência da fé.</p>
<p>Fé não é um sentimento patético mas uma confiança robusta e vigorosa construída sobre o fato de que Deus  é amor santo.</p>
<p>Deus arriscou tudo em Jesus Cristo para nos salvar, agora espera que arrisquemos tudo em total rendição obediente a Ele. Há aspectos nos quais essa fé ainda não agiu em nós, lugares ainda intocados pela vida de Deus.  Nada disso há na vida de Jesus Cristo  e não deverá haver nada disso em nossa vida. “Esta é a vida eterna, que eles venham a conhecer a Ti”</p>
<p>O real significado da vida eterna é a vida que pode enfrentar qualquer coisa sem vacilar. Se aceitarmos isso, a vida se torna um grande romance, uma gloriosa oportunidade para ver coisas maravilhosas todo o tempo. Deus nos disciplina para que estejamos neste ponto central de poder.</p>
<p>A paciência da fé torna-nos capacitados para passar por todo o processo de mudança que nos conduzirá à vida real, pois isso não acontecerá de uma hora para outra. Leva tempo. Durante o processo, certamente sofreremos os momentos de profunda tristeza por notarmos que não estamos prontos. O pecado que cometemos indica que estamos em processo. Deus ainda não acabou sua obra em nós: “&#8230;estou certo que Deus , que começou esse bom trabalho na vida de vocês, vai continua-lo até que esteja completo no Dia de Cristo Jesus”(Filipenses 1:6)</p>
<p>O pecado está a serviço da Graça de Deus, indicando nossa dependência da misericórdia divina. Paciência é um dos frutos do Espírito Santo, que executa em nós tanto o querer como o realizar.</p>
<p>A paciência nos conduz por um caminho que nos leva ao conhecimento do CARÁTER de Deus : Sua fidelidade é absoluta, pois Ele não pode mentir. Ele nos prometeu a vida eterna, Cristo é a garantia, o Espírito Santo é o revelador de como isso acontece em nossas vidas.</p>
<p>Tendo consciência do propósito de Deus  em nos ensinar a paciência que nos faz passar pelo sofrimento trazido pela própria graça, entendemos  o sofrimento de nosso irmão, pois sei que a disciplina de Deus traz a dor tão necessária para aprendermos como Cristo, que aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu. Por isso sofremos e por isso entendemos o sofrimento de nosso irmão. E aprendemos o que é COMPAIXÃO.</p>
<p>Então podemos experimentar  o extraordinário propósito de Deus: fazer com que nosso sofrimento complete os sofrimentos de Cristo: “&#8230;o que eu sofro&#8230;está ajudando a completar os sofrimentos  de Cristo&#8230;” (Colossenses 1:24) . E aprendemos a COMUNHÃO com Cristo.</p>
<p>Tendo conhecimento de que há um propósito em tudo que nos acontece, aprendemos a deixar de perguntar “por que isso acontece comigo” para perguntar “para que isso acontece comigo). Descobrimos, alegres, o significado de nossa vida.</p>
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		<title>Características de filhos adultos de lares disfuncionais</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Aug 2011 17:30:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Barcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Como filhos de lares disfuncionais, fazemos um esforço de adaptação, a fim de sobrevivermos em situações abusivas. Assim, desenvolvemos algumas características que nos trazem muitos problemas durante nossa vida: 1. Isolamo-nos e tememos pessoas e figuras de autoridade. 2. Procuramos &#8230; <a href="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/?p=285">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-398" title="espelho 3" src="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/wp-content/uploads/2011/08/espelho-31-300x277.jpg" alt="" width="300" height="277" />Como filhos de lares disfuncionais, fazemos um esforço de adaptação, a  fim de sobrevivermos em situações abusivas. Assim, desenvolvemos  algumas características que nos trazem muitos problemas durante nossa  vida:</p>
<p>1. Isolamo-nos e tememos pessoas e figuras de autoridade.</p>
<p>2. Procuramos constantemente aprovação e perdemos nossa identidade no processo</p>
<p><span id="more-285"></span></p>
<p>3. Temos medo de pessoas raivosas e de qualquer critica pessoal.</p>
<p>4.  Ou nos tornamos alcoólatras, casamos com um – ou ambos – ou encontramos  outra personalidade compulsiva como um trabalhador compulsivo para  atender nossos sentimentos doentios de abandono.</p>
<p>5. Vivemos do ponto de vista de vítimas e somos atraídos por essa fraqueza em nosso amor e relacionamentos amistosos.</p>
<p>6.  Temos um senso de responsabilidade extremamente desenvolvido e é mais  fácil para nós ficarmos preocupados com outros antes de nós mesmos. Isso  nos capacita a não olhar nossas faltas muito de perto.</p>
<p>7. Sentimos culpa quando prestamos atenção a nós em vez de atender a outros.</p>
<p>8. Tornamo-nos adictos (dependentes) a divertimentos.</p>
<p>9. Confundimos amor e piedade e tendemos a “amar” pessoas de quem possamos sentir pena e desejo de resgate.</p>
<p>10.  Congelamos nossos sentimentos de nossa infância traumática e perdemos a  habilidade de sentir ou expressar nossos sentimentos porque isso dói  muito.</p>
<p>11. Julgamo-nos duramente e temos um senso de autoestima muito baixo.</p>
<p>12.  Temos uma personalidade dependente que se sente aterrorizada com a  possibie lidade de abandono. Faremos qualquer coisa para nos prendermos a  relacionamentos insanos a fim de não nos sentirmos abandonados. Já  passamos por essas dores vivendo com pessoas doentes que nunca estavam  emocionalmente presentes para nós.</p>
<p>13. A disfuncionalidade em  nossa família de origem nos afeta profundamente de modo que  desenvolvemos características da doença mesmo que não a tenhamos.</p>
<p>14. Reagimos a situações problemáticas, e não agimos de modo a resolver os problemas.</p>
<p><a title="Caracteristicas de filhos adultos de lares disfuncionais" href="http://db.tt/2eDC2XEf">Baixe este artigo</a></p>
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		<title>CONGRESSO CELEBRANDO A RECUPERAÇÃO EM SADDLEBACK</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Aug 2011 05:19:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Barcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[NOVIDADES DESDE SADDLEBACK Um bom grupo de brasileiros participou do Congresso do Celebrando a Recuperação em  Saddleback, California, de 10 a 12 de agosto. Cerca de 60 brasileiros de vários estados representaram o Brasil. De São Paulo foram 9: o &#8230; <a href="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/?p=365">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>NOVIDADES DESDE SADDLEBACK</p>
<p>Um bom grupo de brasileiros participou do Congresso do Celebrando a Recuperação em  Saddleback, California, de 10 a 12 de agosto. Cerca de 60 brasileiros de vários estados representaram o Brasil. De São Paulo foram 9: o Pastor Carlos e Elza, Jimi e Jair da Igreja Batista da Liberdade, Luis Paganezzi da IB Lapa, Roseni, Fátima, George e Sandra da IB Agua Branca. De São José dos Campos, SP, um grande grupo de mais de 60 pessoas foram liderados pelo pastor Fabiano Ribeiro</p>
<p>Novas idéias e possibilidades foram amplamente discutidas em relação ao CR no Brasil. Uma delas é que fomos indicados e confirmados como o Representante do Celebrando a Recuperação para o Sul/Sudoeste do Brasil e Nelson Massambani da Igreja Batista Central de Fortaleza indicado para o Norte/Nordeste do Brasil.</p>
<p>O Ministério Propósitos continua a ser a base do CR no Brasil, fornecendo seu apoio e o material do Celebrando a Recuperação (<a title="Material CR" href="http://www.lojainspire.com.br/busca_avancada_resultado.php">clique aqui para pedir o material</a>)</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Estaremos trabalhando juntos com o objetivo de auxiliar a Igreja Evangélica do Brasil a implantar o maior número possível de grupos de CR em todo o nosso país.</p>
<p>E todos os interessados em conhecer e considerar o início deste programa em sua Igreja podem nos procurar. Estamos prontos a auxiliar seu início em sua comunidade.</p>
<p>Contamos com as orações de todos os irmãos celebrantes sobre nosso trabalho.</p>
<p>Pt Carlos Barcelos<br />
Celebrando a Recuperação<br />
Representante Sul/Sudeste Brasil</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Troca de cartas entre Bill W. e Carl Gustav Jung</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 19:42:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Barcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 26 de Janeiro de 1961, Bill W. enviou uma carta ao famoso Dr. Carl Gustav Jung a propósito de Rowland H. A carta explica-se por si, e a resposta de Jung é extraordinária. Chama atenção como Jung encerra sua &#8230; <a href="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/?p=290">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 26 de Janeiro de 1961, Bill W. enviou uma carta ao famoso Dr. Carl Gustav Jung a propósito de Rowland H. A carta explica-se por si, e a resposta de Jung é extraordinária. Chama atenção como Jung encerra sua carta. Apreciem:<br />
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<div id="LKBZFA6FB5E9CD1F4B58BE53"></div>
<p><span id="more-290"></span></p>
<p><a rel="attachment wp-att-294" href="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/?attachment_id=294"><img class="alignleft size-full wp-image-294" title="Billl W" src="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Billl-W.jpg" alt="" width="201" height="251" /></a>Caro Dr. Jung</p>
<p>Esta carta de grande apreciação era devida a longo tempo. Permita que me apresente, sou Bill W., um co-fundador da Sociedade Alcoólicos Anonimos</p>
<p>Ainda que o Sr, certamente ,tenha ouvido de nós, eu duvido se o Sr. esteja consciente de que uma certa conversa que teve com um de seus pacientes, o Sr. Rowland H., no início dos anos 30, teve um papel critico na fundação de nossa Irmandade. Apesar de Rowland ter falecido a bom tempo, as recordações de sua experiência marcante enquanto em tratamento consigo tornou-se parte da história de Alcoólicos Anônimos . Nossa lembrança das afirmações de Rowland H. sobre sua experiência consigo foi assim:</p>
<p>Tendo esgotado outros meios de recuperação de seu alcoolismo, cerca de 1931 ele tornou seu paciente. Eu acredito que permaneceu sob seus cuidados por talvez um ano. Sua admiração pelo senhor era sem medida, e ele o deixou com um sentimento de muita confiança.</p>
<p>Para sua grande consternação, logo ele recaiu. Certo de que o senhor era sua corte do &#8220;último recurso” ele retornou a seus cuidados. Então seguiu-se a conversa com o senhor que tornou-se o primeiro elo de uma cadeia de eventos que conduziu à fundação de Alcoólicos Anônimos.</p>
<p>Minha lembrança do que me relatou sobre essa conversa é isso: primeiro de tudo, o Sr. disse francamente a ele de sua desesperança, quanto a qualquer tratamento médico ou psiquiátrico que pudesse ser útil. Essa sua afirmação cândida e humilde foi sem sombra de duvida a primeira pedra da base sobre a qual nossa Sociedade tem sido levantada.</p>
<p>Vindo do senhor a quem ele admira e confia tanto, o impacto sobre ele foi imenso. Então, quando ele lhe perguntou se havia alguma outra esperança, o Sr, disse a ele que podia haver, uma vez que ele poderia ser o sujeito de uma experiência espiritual ou religiosa – em resumo, uma conversão genuína. O Sr. Apontou-lhe como tal experiência, se acontecesse, poderia remotiva-lo quando nada mais poderia fazê-lo. Mas o Sr, pediu cuidado, pois apesar de que tais experiências algumas vezes trouxeram sobriedade a alcoólatras, elas são relativamente raras. O Sr, recomendou que ele se colocasse em uma atmosfera religiosa e esperasse pelo melhor. Isso foi, eu  creio a substância de seu conselho.</p>
<p>Logo após isso, o Sr. H ingressou nos Grupos Oxford, um movimento evangélico então no pico de seu sucesso na Europa, e que sem duvidas o Sr, é familiar. O Sr. se lembrará sua grande ênfase nos princípios de auto avaliação, confissão, restituição, e dar-se em serviço a outros. Eles enfatizam fortemente a meditação e a oração.  Nesse ambiente, Rowland H. passou por uma experiência de conversão que o livrou até agora de sua compulsão por beber.</p>
<p>Retornando a New York ele tornou-se muito ativo com os “G.O.”ali, e liderado por um pastor episcopal, Dr. Samuel Shoemaker.  Dr. Shoemaker foi um dos fundadores daquele movimento, e sua forte personalidade transmitia imensa sinceridade e convicção.</p>
<p>Por esse tempo (1932-34) os Grupos Oxford já tinham um número de alcoólatras sóbrios, e Rowland, sentindo que ele podia identificar-se especialmente com esses sofredores, apresentou-se a si mesmo para ajudar a estabilizar outros. Um desses por acaso era um meu antigo colega de escola, Edwin T. (“Ebby”). Ele estava sob ameaça de prisão , mas o Sr. H e outro ex-alcoólatra membro dos “O.G.” procuraram sua liberdade condicional e o ajudaram a conseguir sua sobriedade.</p>
<p>Enquanto isso, eu segui o curso do alcoolismo e eu mesmo estava sob ameaça de prisão. Felizmente eu fiquei sob os cuidados de um medico, o Dr. William D. Silkworth – que era maravilhosamente capaz de compreender alcoólatras. Mas assim como o Sr. abriu mão de Rowland, ele abriu mão de mim.</p>
<p>Era sua teoria que alcoolismo tinha dois componentes – uma obsessão que compelia o sofredor a beber contra sua vontade e desejo, e algum tipo de dificuldade metabólica que ele então chamou de uma alergia. A compulsão garantia que o beber do alcoólatra continuaria adiante, e a alergia tornaria certo que o sofredor iria deteriorar-se finalmente, tornar-se-ia insano ou morreria. Apesar de eu ser um dos poucos que ele pensava que era possível ajudar, ele finalmente foi obrigado a me falar de minha desesperança; eu, também,  teria que ser trancafiado. Para mim, isso era um golpe devastador. Assim como Rowland foi preparado para sua experiência de conversão pelo Sr. , assim meu maravilhoso amigo, Dr. Silkworth, preparou-me.</p>
<p>Ouvindo de minha situação, meu amigo Edwin T. veio ver-me em minha casa, onde eu estava bebendo. Era, então novembro de 1934. A muito tempo tinha  marcado meu amigo Edwin como um caso sem esperança. No entanto ali estava ele em um estado bem evidente de “livramento” que poderia sem dúvidas ser creditado por sua mera associação de pouco tempo com os Grupos Oxford. No entanto esse obvio estado de livramento, tão distinto de sua depressão usual, era tremendamente convincente. Porque ele era um parceiro de sofrimento, ele podia inquestionavelmente comunicar-se comigo em grande profundidade. Eu soube no ato que deveria encontrar uma experiência como a dele, ou morreria.</p>
<p>Voltei novamente aos cuidados do Dr. Silkworth onde eu pude novamente voltar a estar sóbrio e conseguir uma visão mais clara da experiência de livramento de meu amigo, e da aproximação de Rowland H a ele.</p>
<p>Desintoxicado novamente do álcool, senti-me terrivelmente deprimido. Isso parecia ser causado pela minha inabilidade de conseguir a menor fé. Edwin T visitou-me novamente e repetiu as fórmulas simples dos Grupos Oxford. Assim que ele saiu eu fiquei ainda mais deprimido. Em grande desespero eu gritei, “Se existir um Deus, que ele se mostre a si mesmo.” Imediatamente veio uma iluminação de grande impacto e dimensão, algo que tentei descrever no livro “Alcoólicos Anônimos” e em “AA Alcança a Maioridade” , textos Básicos que estou lhe enviando. Meu livramento da obsessão pelo álcool foi imediato. Eu sabia que era um homem livre no ato. Logo depois de minha experiência, meu amigo Edwin veio ao hospital trazendo-me uma copia de William James “As Variedades da Experiência Religiosa”. Esse livro me deu a percepção de que a maioridade das experiências de conversão, seja qual for sua variedade, tem um denominador comum do colapso do ego em profundidade. A pessoa enfrenta um dilema impossível. Em meu caso o dilema foi criado pelo meu beber compulsivo e o profundo sentimento de desesperança foi grandemente aprofundado pelo meu médico. E foi mais aprofundado ainda por meu amigo alcoólatra quando me contou de seu veredicto de desesperança a respeito de Rowland H.</p>
<p>Na seqüência de minha experiência espiritual veio uma visão de uma sociedade de alcoólatras, cada um identificando-se com e transmitindo sua experiência ao próximo – ao estilo de corrente. Se cada sofredor levasse a notícia da desesperança científica do alcoolismo a cada novo interessado, ele poderia se capaz de fazer todo recém chegado aberto a uma experiência espiritual transformadora. Esse conceito provou ser o fundamento de tal sucesso como Alcoólicos Anônimos desde então alcançou. Isso tornou as experiências de conversão – quase que todas as variedades descritas por James – disponíveis quase que em uma base por atacado. Nossas recuperações sustentadas pelo último quarto de século somam cerca de 300.000. Na America e pelo mundo há hoje 8.000 grupos.</p>
<p>Assim ao Sr, ao Dr. Shoemaker dos Grupos Oxford, a William James, e ao meu próprio medico Dr. Silkworth, nós de AA devemos essa tremenda benfeitoria. Como o Sr, agora verá com clareza, essa surpreendente cadeia de eventos na realidade começou muito antes em seu consultório, e está diretamente baseada em sua própria humildade e profunda percepção.</p>
<p>Muitos AAs atentos estudam seus escritos. Por que é nossa convicção de que o homem é algo mais que intelecto, emoção, e de dois dólares de medicação, o Sr se tornou encantador para nós.</p>
<p>Como nossa Sociedade cresceu, desenvolveu suas Tradições para unidade e estruturou seu funcionamento será visto nos textos e material em panfletos que estou lhe enviando.</p>
<p>O Sr, também irá interessar-se em saber que somado à “experiência espiritual”, muitos AAs descrevem uma grande variedade de fenômenos psíquicos, sendo considerável seu peso cumulativo. Outros membros tem – seguindo-se a sua recuperação em AA &#8211;  se beneficiado muito por seus médicos. Uns poucos tem se intrigado pelo “I Ching” e sua notável introdução àquele trabalho.</p>
<p>Por favor, esteja certo de que seu lugar na afeição e na história da irmandade é como nenhum outro.</p>
<p>Gratamente seu</p>
<p>William G. W.</p>
<p>Co-fundador de Alcoólicos Anônimos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>RESPOSTA DE C.G.JUNG A BILL W. </em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sr. William G. Wilson</p>
<p>Alcoólicos Anônimos</p>
<p>Caixa Postal 459 Grand Central Station</p>
<p>New York 17, N.Y.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a rel="attachment wp-att-295" href="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/?attachment_id=295"><img class="alignleft size-full wp-image-295" title="C.G.Jung" src="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/wp-content/uploads/2011/07/C.G.Jung_.jpg" alt="" width="197" height="255" /></a>Caro Sr. Wilson</p>
<p>Sua carta foi muito bem vinda realmente,</p>
<p>Não tinha mais notícias de Roland H., e freqüentemente imaginava qual seria seu destino.</p>
<p>Nossa conversa que ele adequadamente reportou ao Sr, tem um aspecto do qual ele não soube. A razão pela qual não pude lhe dizer tudo era que naqueles dias eu estava excessivamente cuidadoso com o que dizia. Descobri que fui mal entendido de todos os modos possíveis. Por isso estive tão cuidadoso quando falei a Roland H. Mas o que eu realmente pensei sobre isso foi o resultado de muitas experiências com homens desse tipo.</p>
<p>Sua avidez por álcool era o equivalente a um nível baixo de sede de nosso ser por completude, expresso em linguagem medieval: a união com Deus.</p>
<p>Como alguém pode formular tal insight em uma linguagem que não seja mal entendida por outros.</p>
<p>A única e legítima forma de tal experiência é, que isso acontece a você em realidade e isso só pode acontecer a você quando você caminha numa trilha que o leva a uma compreensão mais alta. Você pode ser conduzido àquele alvo por um ato de graça ou através de um contacto com amigos ou através de uma alta educação da mente além dos confins do mero racionalismo. Eu vejo de sua carta que Roland H. escolheu  o segundo caminho, que é, sob as circunstancias, obviamente o melhor.</p>
<p>Estou fortemente convencido de que o princípio do mal prevalecente neste mundo, conduz a necessidade espiritual não reconhecida à perdição, se isso não for contraposto ou por um insight religioso real ou pelo muro protetor da comunidade humana. Uma pessoa comum, não protegido por uma ação vinda de cima e isolada em sociedade não pode resistir ao poder do mal, que é chamado muito adequadamente de Diabo. Mas o uso dessas palavras levantam tantos erros que alguém deve manter-se longe delas tanto quanto possível.</p>
<p>Essas foram as razões porque eu não puder dar uma explanação completa e suficiente a Roland H. mas estou arriscando-a com você porque concluo de sua muito decente e honesta carta, que você adquiriu um  ponto de vista acima das platitudes enganosas que ouvimos usualmente quanto ao alcoolismo.</p>
<p>Veja, Álcool em Latim é “spiritus” e usamos a mesma palavra para a mais alta experiência religiosa assim como para o mais depravante veneno. A formula auxiliadora portanto é : spiritus contra spiritum.</p>
<p>Agradecendo-lhe novamente sua gentil carta, eu permaneço seu sinceramente</p>
<p>Carl Gustav Jüng</p>
<p>“Como a corça anseia por águas correntes, a  minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo”. Salmo 42:1</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="http://dl.dropbox.com/u/928422/Carta%20Jung%20-%20Bill%20W.doc">Baixe este artigo</a></p>
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		<title>Se temos a Bíblia porque usarmos a Psicologia?</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Jul 2011 18:03:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Barcelos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[“embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de &#8230; <a href="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/?p=216">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-226" href="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/?attachment_id=226"><img class="alignleft size-medium wp-image-226" title="Biblia 2 cropped" src="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/wp-content/uploads/2011/07/Biblia-2-cropped1-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" /></a></p>
<p>“<em>embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo”. (2ª Coríntios 10:3-5)</em></p>
<p><span id="more-216"></span></p>
<p>A pregação que realmente transforma vidas é aquela que tem se baseado na convicção do caráter único das Escrituras como revelação proposicional da vontade de Deus introduzida em um mundo caído com o propósito de comunicar o amor de Deus ao homem caído.</p>
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<p>O pensamento cristão com relação a um modo de pensar requer um exame de um sistema básico de afirmações à luz do relato da criação em Gênesis. O pensamento humano esforça-se para encontrar um sentido para a vida neste mundo. Tanto a Teologia Cristã como a Psicologia são parte deste esforço, e ambas oferecem grande contribuição para a compreensão da raça humana.  Dependendo da visão de mundo da pessoa, valorizará mais uma em detrimento da outra. Junto a isso, há grande esforço para estabelecimento da validade tanto dos métodos da Psicologia como da Revelação Bíblica. Parte deste esforço tem seguido na direção de uma integração entre a Psicologia e a Teologia Cristã. Essa proposta considera que o produto do estudo bíblico e a pesquisa da Psicologia têm igual valor quanto à visão da realidade. No entanto, tal visão da realidade está em constante fluxo, devido ao continuo avanço e expansão da teoria e conhecimento científico.</p>
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<p>Há três abordagens diferentes em relação à integração da Psicologia e a Teologia Cristã.</p>
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<p>A primeira afirma que a Teologia Cristã e a Psicologia são essencialmente incompatíveis. Ambas são percebidas como inimigas mortais. Esta abordagem é comum entre os Cristãos fundamentalistas.</p>
<p>A segunda abordagem encontra valor em certos conceitos bíblicos, mas os redefine de forma a remover seu conteúdo sobrenatural. Essa abordagem tenta submeter os caráteres e eventos bíblicos à análise psicológica de modo a explicá-los sem seus aspectos miraculosos e divinos. Isso é comum entre os Cristãos liberais.</p>
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<p>A terceira abordagem reconhece tanto a Psicologia como a Teologia Cristã como legítimas, mas não busca uma integração entre elas. Esta abordagem mantém a Psicologia e a Teologia em compartimentos separados, secular e sagrado. A Psicologia e a Teologia Cristã são reconhecidas como expressando as mesmas verdades. Por isso pode-se fazer um esforço para trabalhar com as duas: seria possível usar a Psicologia para ilustrar e dar apoio ao ensino teológico.</p>
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<p>Alguns cristãos buscam uma integração entre a Psicologia e a Teologia Cristã, argumentando que toda a verdade é a verdade de Deus, seja lá onde for encontrada. O Cristianismo afirma que Deus é o Criador de todas as coisas e que isso estabelece uma unidade básica de toda verdade, seja ela encontrada na revelação escrituraria ou na experimentação cientifica.</p>
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<p>A tentativa de equalizar a revelação bíblica e as percepções humanas estimuladas pela criação encontra uma dificuldade. Enquanto a natureza é caída, a revelação das Escrituras não é. Como afirmação proposicional, foi introduzida depois da Queda com o propósito de comunicar-se com o homem caído. Por isso, sua mensagem é inerrante, levando em conta que o homem e o restante da criação são caídos.</p>
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<p>Cremos que a Bíblia ensina que a criação, incluindo o poder da razão humana, são caídos. Portanto, as interpretações e conclusões derivadas do estudo dos dados tirados da criação não podem receber o mesmo status das declarações claras e simples das Escrituras, a última coisa que queremos é escurecer os ensinos bíblicos integrando-os com as areias movediças das teorias e modelos científicos. Pelo contrário, o trabalho crucial do cristão é preservar e difundir a fé que “uma vez por todas foi confiada aos santos”.</p>
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<p>Cremos que quando atuamos com a Psicologia e a Teologia Cristã devemos tomar cuidado para não colocar a revelação escritural no mesmo pé de igualdade com a teoria científica.</p>
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<p>Em quase toda área da Psicologia a Escritura tem muito a dizer que pode influenciar nosso entendimento da pesquisa, da teoria e da prática psicológicas. Sem dúvidas, uma ode cooperar com a outra, pois a Psicologia levanta questões e oferece dados que dizem respeito a nosso entendimento teológico do ser humano, e a Teologia expressa as verdades divinamente reveladas que falam à visão da humanidade da Psicologia que, por natureza, está em desenvolvimento constante.</p>
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<p>A Escritura é verdade, mas os dados que aprendemos da natureza também o são. O homem que lida com ambos, porém, é caído e, portanto, falível. Então, sua interpretação tanto da Escritura como da criação não tem a garantia da certeza. Não podemos esquecer que nessa conclusão há um elemento importante: a qualidade única da Escritura como a infalível revelação de Deus introduzida em um mundo caído com o propósito de comunicar a graça à humanidade.</p>
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<p>Por conta da falibilidade humana, o homem está envolvido em incerteza, e o objetivo da vida tornou-se uma busca pela verdade. Essa busca passa por um esforço para integrar toda a verdade disponível em um dado momento. Como sempre estamos aprendendo, nossa compreensão da verdade não pode ser completa, mas pode estar em constante avanço. Aqui lidamos com um dilema: de um lado, temos a compreensão humana, que, marcada pela queda, não é plena, mas mutante o tempo todo. De outro, temos o homem falido e falível, que busca compreender a verdade, ao mesmo tempo em que a percebe de forma limitada.</p>
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<p>Devemos ter ousadia na busca pela verdade. Precisamos de mais conhecimento que possa lançar luz sobre os inumeráveis problemas confortando a igreja hoje. Precisamos de novas percepções escriturísticas e novos conceitos teóricos para entender melhor a natureza do homem e de seu funcionamento. E precisamos de uma aplicação crescente de nossa pesquisa, teoria e interpretação bíblica. A Psicologia e a Teologia podem cooperar, utilizando-se de seus recursos particulares para uma reavaliação das respostas que tem sido dadas a algumas questões antigas. Devemos estar dispostos a trazer todas as fontes concebíveis de compreensão para fundamentar nosso estudo do ser humano e do dilema humano.</p>
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<p>Diante de tal tarefa, revestida de grandes dificuldades e incertezas temos, de um lado, a Escritura que afirma-se a si mesma como suficiente para a instrução do homem na verdade (2 Tm 2:15; 3:16). Do outro lado, a ciência humana que caminha devagar, pois tratada pelo homem com sua natural ansiedade e conseqüente necessidade de defesa. Torna-se rígido, fechado ou intolerante, temendo as conseqüências da abertura. Temos aprendido que é mais seguro restringir nossa consciência. Como o homem, com tal dificuldade, pode garantir uma compreensão adequada de si mesmo?</p>
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<p>Como Cristãos podemos afirmar uma sabedoria parcial sobre tudo isso, mas apenas dentro de um contexto de uma estrutura bíblica fixa e ampla. A Bíblia recomenda-nos cautela e circunspecção. As Escrituras nos ensina a não nos conformarmos com este mundo, mas transformar nosso modo de pensar segundo a mente Daquele que tem autoridade sobre tudo.</p>
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<p>Cristo nos deixou exemplo claro, levado adiante pelos apóstolos, de como devemos tratar esta questão. Não temos que validar a revelação com o conhecimento do mundo, mas trazer o conhecimento do mundo cativo à revelação: “<em>Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo”. (2ª Corintios 10:5). </em>Não temos que nos engajar em uma busca pela verdade, mas proclamar que temos sido visitados pela verdade (João 1:9, 10) e a Palavra de Deus é a verdade.</p>
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<p>A decisão do cristão deve ser evitar lealdade a qualquer ciência humana. Não por conta da incerteza perpétua do homem, mas por que toda ciência, ainda que em processo de descoberta da verdade, depende de construtos humanos e, portanto, inferior a nós mesmos, alvos da Graça de Deus. Não podemos tomar as teorias humanas seriamente porque são em princípio falíveis. A eterna sabedoria nos diz que o criador não se curva diante da sua criação.</p>
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<p>Um modelo bíblico para a Psicologia</p>
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<p>A Bíblia, anunciando a Graça de Deus parar o homem, considera-o definitivo. Tão definitivo que Cristo tornou-se homem e viveu entre nós. Mesmo sua natureza glorificada pela ressurreição se assemelha a nós, podendo ser reconhecido pelos discípulos. Portanto, a ciência não pode ser maior que nós, pois ela é criação nossa, ainda que limitada, imperfeita. A recusa de adorar as obras de nossas mãos nos dá liberdade. Nós domos os mestres da pesquisa e da teoria científicas e elas são apenas instrumentos e ferramentas. A posição cristã é clara: trazer as imaginações do mundo à submissão de Deus e sua Palavra.</p>
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<p>Através de Sua Palavra Deus providenciou um sistema no qual há tanto estrutura como liberdade. Se crermos com firmeza em seus claros ensinos, recusando ficarmos impressionados diante das obras de nossas mãos e de nossas especulações, seremos abençoados e aproveitaremos uma Psicologia produtiva, porque orientada por Deus. Na liberdade do Reino de Cristo descobriremos todas as boas e verdadeiras coisas que Ele tem para nós no domínio da Psicologia. A estrutura de pensamento providenciada pelo Espírito Santo permite um avanço da ciência porque ela submete o conhecimento da ciência ao endosso de Deus, que valida nossas teorias e modelos científicos.</p>
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<p>As doutrinas e categorias escriturísticas básicas não podem ser niveladas às teorias e conceitos humanos. Se fizermos isso teremos um mau Cristianismo e uma má Psicologia. Se mantivermos firmeza de fé e disposição de submissão a todo conselho bíblico, encontraremos a liberdade e a estrutura necessária para verdadeira produção científica. Em Cristo e em Seu Reino, a Palavra de Deus é sempre “sim”. (2ª Coríntios 1:20)</p>
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<p>A propósito do Celebrando a Recuperação</p>
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<p>O conceito de “recuperação” não contradiz a verdade espiritual de tornar-se uma “nova criatura” em Cristo?</p>
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<li> O termo      “recuperação” aparece na Bíblia em 2ª Timóteo 2:26. A palavra grega usada      aqui é “ananepho”, significando o retorno a um estado de sobriedade.</li>
<li>Recuperação é santificação,  um processo, e não algo que acontece em      um instante. Em Romanos 12:2, a palavra traduzida “transformai-vos”      implica, no original, uma atividade contínua. Paulo exorta os cristãos a      ativamente e conscientemente envolver-se em um processo contínuo de      separação de seu antigo modo de viver pecaminoso e crescentemente      apartarem-se do mundo e aproximarem-se de Deus através de uma continua      renovação de suas mentes.</li>
<li>Recuperação é um contínuo processo de rendição      – (Romanos 6:19) Paulo mostra como a oferta de nossos corpos para o pecado      resulta em uma sempre crescente maldade e impureza. Quando observamos o      processo da evolução da dependência a um comportamento compulsivo,      percebemos que a descrição de Paulo é consistente com as descrições que      ilustram a passagem do dependente através da crescente destrutividade dos      comportamentos compulsivos. Paulo também descreve como uma pessoa      compulsiva nascendo de novo e andando em novidade de vida em Cristo      torna-se “escravo da justiça que leva à santidade” (Rm 6:19).</li>
</ul>
<p>De que um cristão deve se recuperar?</p>
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<li>A Bíblia nos ensina que é Deus quem instila em      nós “tanto o querer como o realizar”. Temos a instrução para por em ação o      que recebemos como dom de Deus, a salvação. (Filipenses 2:12-13). No      entanto, somos constantemente feridos. Por nós mesmos, por outros, por      circunstâncias da vida. A dor pode ser pouca ou insuportável. Tentamos      aliviá-la e criamos &#8211; sem que o desejássemos &#8211; dependências que provocam      exatamente o que queremos evitar: mais feridas e mais sofrimento. Maus      hábitos se formam sem que deles tenhamos consciência. Somos impotentes      para mudar esta situação sozinhos, pois somos pecadores, e vivemos em um      mundo mergulhado no pecado.</li>
<li>A recuperação passa pelo aprendizado de      aplicar a Graça de Deus em nossas feridas, dependências e maus hábitos. É      necessária muita perseverança e paciência. Somente com a aplicação      consciente do que aprendemos na Bíblia poderemos ser razoavelmente felizes      nesta vida.</li>
</ul>
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<p>O que são “feridas, dependências e maus hábitos&#8221; ?</p>
<ul>
<li>Feridas são as dores emocionais resultantes da      condição de pecado da raça humana. Em nossa condição de pecadores, erramos      constantemente o alvo, provocando sempre o que queremos evitar. Nossos      pais erraram conosco, às vezes de forma muito dolorosa. Desenvolvemos      mecanismos emocionais para a nossa sobrevivência, verdadeiras folhas de      figueira que nunca poderiam nos proteger. Ressentimentos, frustrações,      amarguras são comuns. Não fomos confirmados, e nossa auto-estima sofreu      muito.</li>
<li>Buscando alívio para nossas dores, e      destituídos da presença de Deus, desenvolvemos dependências de coisas,      circunstâncias, comportamentos, e pessoas. Desarmonias em nossos      relacionamentos tornaram-se padrão. Maus hábitos que talvez não nos prejudiquem      tanto como as dependências, também nos prendem de forma a não nos      sentirmos livres.</li>
<li>Se não nos encontramos ainda com Cristo,      estamos sem esperança vivendo sem Deus no mundo. Se já o encontramos,      fomos salvos pela graça. Mas descobrimos que ainda não estamos no paraíso      e percebemos que o pecado nos assedia tenazmente. Como Paulo nos ensina em      Romanos 7, até sabemos o bem que devemos praticar, mas não o fazemos e      vivemos miseravelmente.</li>
</ul>
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<p>Como o Celebrando a Recuperação  ajuda o dependente que luta para manter-se sóbrio?</p>
<ul>
<li>O       Celebrando a Recuperação é um ambiente seguro e sem julgamento onde      os dependentes em recuperação  podem      falar de suas  lutas, pensamentos,      idéias e sentimentos sem medo de rejeição. Ouvir as histórias de outros      com dificuldades similares e como eles as superaram, dá ao dependente em      luta grande encorajamento para continuar em uma vida de sobriedade. O      Celebrando a Recuperação  provê  um tipo de atmosfera “familiar” que      estimula a esperança de uma vida melhor para todos os envolvidos;  dependências causam grande estrago sobre      os relacionamentos com outros, e aqui o dependente em recuperação tem a      oportunidade de começar o difícil e doloroso processo de reconectar-se com      outras pessoas.</li>
<li> A      superação dos sentimentos remanescentes da dependência e caminhar  para a plenitude da vida abundante é      processo complexo e de longo prazo. A liderança dos grupos de apoio é      fundamental para o sucesso do programa. Os líderes devem ser maduros,      sóbrios e ter um compromisso com a manutenção de uma vida espiritual. Os      líderes dos Pequenos Grupos do Celebrando a Recuperação são cristãos e      membros da Igreja. Foram escolhidos a partir da experimentação pessoal      do Programa dos Doze Passos e dos Oito Princípios de Recuperação. Depois      de treinamento, assumiram vários grupos de interesse. O Celebrando a      Recuperação coopera com e recebe cooperação  da equipe de Pequeno Grupo,      inserido no contexto da Igreja.</li>
</ul>
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<p>É certo para cristãos emprestarem idéias, princípios e técnicas da comunidade terapêutica secular?</p>
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<li>A base primeira e principal do Celebrando a      Recuperação são as Escrituras Sagradas.       Somos cuidadosos em sujeitar todas as coisas que fazemos em nossas      vidas cristãs à luz da Palavra de Deus. Portanto, descartamos quaisquer      princípios ou filosofias que contradigam a Palavra de Deus. Mais      importante,  rejeitamos qualquer      filosofia ou abordagem que remova de um pecador seu senso de      responsabilidade por suas próprias ações. Sem isso o primeiro passo real      em direção à sobriedade não pode ser dado – arrependimento e purificação      do pecado na Cruz de Cristo. A Bíblia é perfeitamente clara quanto ao fato      de que mudanças reais e permanentes podem apenas ocorrer quando uma      pessoa  experimenta arrependimento      verdadeiro – que implica em um senso de responsabilidade pessoal por sua      ações e suas conseqüências.</li>
<li>Buscamos sempre o  discernimento do Espírito Santo. Um      conselheiro cristão chegará a       conclusões sobre um determinado problema que será diferente daquele      conselheiro não cristão. Observando o comportamento humano, as conclusões      de um terapeuta ou conselheiro não-cristão frequentemente refletem uma      visão de mundo sem Deus. A Bíblia declara que o que não tem Deus não tem      esperança neste mundo. (Efésios 2:12)Alguém sem esperança não instilará      esperança no outro. Apesar desse dilema, não devemos rejeitar o conjunto      do conhecimento real  sobre      dependências e abordagens bem sucedidas de tratamento que sejam acessíveis      e úteis para nós como conselheiros cristãos.</li>
<li>Cremos que o que é bom devemos usar e      descartar o que não serve. (1ª Tessalonicenses 5:21) Certamente, algumas      das idéias  dos tratamentos      seculares contradizem as Escrituras (especialmente nos tópicos de      moralidade e espiritualidade). No entanto, muitos dos métodos bem      sucedidos em conduzir  o dependente      a uma vida de sobriedade têm suas origens na Palavra de Deus. (Um dos      melhores diagnósticos de alcoolismo está em Provérbios 23:29-35). Em um      sentido bem real, eles têm redescoberto alguns princípios espirituais      profundos quase perdidos hoje: o poder de relacionamentos responsáveis, a      natureza restauradora da partilha profunda e íntima entre pessoas em      recuperação, a indisputável conexão entre honestidade rigorosa e      espiritualidade verdadeira. E o princípio de confortar outros através da      partilha de  como o Senhor nos      trouxe através de situações similares (2 Cor. 1:3-7). Enquanto pessoas      seculares e ateístas possam ver esses princípios sob uma luz completamente      diferente, nós devemos ser hábeis em discernir, com a ajuda do Espírito      Santo, que aspectos desse campo de conhecimento nós podemos integrar em      nossos programas de recuperação sem comprometer a verdade revelada.</li>
</ul>
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<p>E a respeito do “conceito de doença” da dependência de álcool e outras drogas?</p>
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<li>Doença       é qualquer condição não saudável. As dependências têm um conjunto      de sintomas bem estabelecidos e reconhecíveis com comportamentos      característicos e efeitos similares em todas as pessoas que sofrem com      isso. Estudos científicos confiáveis têm estabelecido que muitas pessoas      portam  uma predisposição herdada à      dependência de álcool e outras drogas. Usar o modelo “doença” também nos      dá uma estrutura pela qual podemos abordar o tratamento da condição, a      partir do aspecto físico. Ainda bem que, desde que os sintomas e a      progressão da dependência química é a mesma para todos (diagnose), o      remédio (prognose) é também basicamente o mesmo.A Associação Médica Americana define alcoolismo como uma doença que afeta      a condição emocional, psicológica, espiritual, física e social, ligada ao      uso persistente e excessivo do álcool. É uma dependência química que      interfere seriamente com a saúde mental e física do paciente.</li>
<li>No entanto, nós devemos rejeitar o argumento      de que, se doente, o individuo não teve uma escolha na questão e não era,      de algum modo, responsável pelas escolhas que levaram à sua condição de      dependente. O arrependimento real é essencial para o restabelecimento de      um relacionamento com Deus e é perigoso aceitar qualquer abordagem que      remova de alguém  a responsabilidade      pessoal de suas ações. O processo condutor a uma dependência plena começou      com a decisão de beber,  uma escolha      moral mesmo para aqueles com uma história familiar de alcoolismo. Devemos      ser cuidadosos para não usar uma extrema definição do termo “geneticamente      predisposto”. Esse conceito refere-se simplesmente à condição de algumas      pessoas que, por conta de uma estrutura biofísica herdada, reagem de forma      a  criar  dependências que rapidamente evoluem      para o uso compulsivo e dependência crônica. Enquanto há muitos fatores      físicos, emocionais e sociais que contribuem para a dependência, a Bíblia      é completamente clara quanto ao fato de que escolher um pecado habitual      resulta no final em escravidão ou cativeiro. Realmente, a Bíblia diz que o      pecado da embriaguez proíbe aqueles que o praticam de entrar no Reino de      Deus (Gálatas 5:19-21). Além disso, ela nos diz que  o coração humano causa muitos problemas.      (Jr 17:9)</li>
<li>A palavra       “escravidão” vinda do grego “douleia” é um termo bíblico bem      apropriado que resume a condição do dependente, seja  de álcool e outras drogas, seja de      qualquer outra coisa. Ela é usada extensivamente em porções da Escritura      como Romanos 6, e traduzida como “servos de” ou “escravos de”. Esse termo      significa uma condição que, começando em escolhas pessoais, resulta em um      estado que suplanta e domina  a      vontade própria. Exatamente como os escravos nos tempos bíblicos não      podiam livrar-se de seu estado de cativeiro, que podia ser resultado de      dívidas por conta de suas próprias escolhas, assim é o dependente preso a      uma condição da qual não pode escapar por sua própria força. Por isso o      nome “dependente”.</li>
<li>Não podemos minimizar o problema, pois  essa escravidão tem efeitos dramáticos e      permanentes nas pessoas que estão presas à dependência.  Um pecado que consome a vida tem um      impacto na pessoa inteira.  Como      conselheiros cristãos, nós sabemos que o poder de Deus é capaz de livrar      as pessoas de sua compulsão,  e de      livrá-los das conseqüências emocionais, psicológicas, sociais, espirituais      e físicas de um estilo de vida dependente. No entanto, nunca devemos      esquecer que a escravidão a um dado comportamento vai muito além de um      simples hábito. Depois que um dependente é salvo e pára de agir segundo      sua compulsão ele deve resolver um conjunto especial de problemas que são      as conseqüências contínuas de um modo de vida dominado pela dependência.      Usualmente, sem ajuda apropriada, o dependente ou recairá   ou desenvolverá algum outro      comportamento compulsivo. A combinação equilibrada das percepções das      pesquisas científicas quanto a essas dinâmicas com os princípios      escriturísticos pode equipar-nos a ajudar efetivamente os dependentes e      suas famílias.</li>
</ul>
<p>O “bêbado” não é a mesma pessoa que o dependente ou alcoólatra?</p>
<ul>
<li>De acordo com a Bíblia, qualquer um que se      intoxica em uma base regular é um “bêbado”. Portanto, alcoólatras e      dependentes que estão usando ativamente sua “droga de escolha” são      “bêbados”. No entanto, não devemos confundir nossa terminologia.      “Embriaguez” é um termo que se refere a atividades com implicações espirituais      e morais definidas. Gálatas 5:19-21 chama a embriaguez de pecado, uma      escolha moral real que impedirá que o ofensor herde  o Reino de Deus. Mas, uma pessoa pode      ser um dependente ou alcoólatra sem ser um bêbado. (não existe o      ex-alcoólatra, mas o alcoólatra ex-bêbado) A recíproca também é      verdadeira. O “bebedor social” comum, por exemplo, pode ainda embriagar-se      e não desenvolver a dependência do álcool.</li>
</ul>
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<li>A dependência de álcool começa na embriaguez      repetida.  Mas, uma vez que a      dependência se instala, nós estaremos falando de algo muito diferente.      Adicção, alcoolismo e dependência química são termos terapêuticos para      descrever esse distúrbio compulsivo e dominador da vida. Sua      característica primária é a perda do controle (ou condição de “impotência”)      sobre a droga de escolha. Um critério relativamente simples para      definir-se uma dependência é a diferença entre o planejado e o      efetivamente executado. Uma pessoa planeja beber uma lata de cerveja.      Quando se dá conta, tomou dez ou doze latas. Essa perda do controle      determina a dependência.</li>
</ul>
<p>E a respeito de dizer que “uma vez alcoólatra sempre alcoólatra”?</p>
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<ul>
<li>Através da Graça de Deus um dependente pode      livrar-se  da compulsão a beber.      Aqueles que reagem negativamente a essa frase usualmente interpretam que      ela significa que uma pessoa dependente é condenada a viver sob o      constante perigo de escorregar para a embriaguez contra sua vontade. Isso,      é claro, seria uma negação definida do poder de Deus em mudar o dependente      e capacitá-lo a viver uma vida vitoriosa. A verdade é que muitos cristãos      testificam de uma experiência na qual o poder do Espírito de Deus      realmente os livrou do desejo compulsivo de usar o álcool e outras drogas.      Devemos estar cientes do fato que, uma vez que isso ocorra, o dependente nascido      de novo deve lutar com todas as conseqüências remanescentes de sua      dependência.</li>
<li>Quando um dependente é liberto da compulsão a      beber, ele não é mais um bêbado no sentido espiritual. No entanto ele      ainda é um alcoólatra ou dependente em recuperação no sentido terapêutico.      Ao nível fisiológico, ele será sempre sensível ao álcool. O uso de uma      pequena quantidade de álcool pode ativar os mecanismos químicos da      dependência levando ao beber compulsivo. Abstinência total (evitar o      primeiro gole) portanto, é de lei. Esse aspecto físico da dependência      permanecerá com a pessoa em recuperação até que seja glorificada pelo      Senhor e receba seu novo corpo. Com o reconhecimento desse fato, a pessoa      em recuperação será muito mais diligente em abster-se do beber ou do uso      casual da droga. Ela reconhece as terríveis conseqüências do uso mesmo que      moderado do álcool e outras drogas. Se o dependente em recuperação      permanece abstinente, essas conseqüências físicas da dependência não irão      afetar sua vida e caminhada cristãs.</li>
<li>Recuperação significa superar os resíduos da      dependência um dia de cada vez. Uma vida de dependência resulta em      atitudes destrutivas, emoções distorcidas e padrões de pensamento      deturpados. Isso não desaparece simplesmente quando um dependente      experimenta o renascimento espiritual. Considerar que  um alcoólatra ou dependente está em      “recuperação” implica que ela está superando ativamente os problemas      remanescentes de um estilo de vida adicto através do envolvimento em um      programa definido de crescimento pessoal e espiritual. Algumas atitudes      profundamente enraizadas que mantém um dependente preso em sua dependência      incluem:  orgulho e grandiosidade,      rebelião contra autoridades, desonestidade, manipulação, projeção de      culpa, ressentimentos, procrastinação, etc. Todos esses defeitos de      caráter são problemas comuns a praticamente todos os dependentes que, se      não forem tratados diretamente, levarão ao fracasso.</li>
</ul>
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<p>Porque o dependente precisa de mais aconselhamento se ele teve uma experiência de salvação genuína?</p>
<ul>
<li>Há uma boa       diferença entre “abstinência” e “recuperação”. Na prática, parar      com o uso ativo do álcool e outras drogas pode ser bem fácil comparado com      o desafio realmente enorme do desenvolvimento de um estilo de vida novo e      saudável, livre da química. O aconselhamento específico quanto à      dependência e outras atividades terapêuticas são comumente necessárias      para ajudar as pessoas a superar as conseqüências profundas e destrutivas      do alcoolismo e adicções a outras drogas. Sem o tipo certo de ajuda, os dependentes,      quase que inevitavelmente, voltarão ao uso ativo de químicos ou se      envolverão em algum outro comportamento compulsivo para lidar com os      estresses da vida e dificuldades não resolvidas que agem  contra uma recuperação saudável.</li>
<li>Recuperação e a “natureza pecadora” tem forte      relação. A Bíblia ensina claramente o fato de que a natureza pecaminosa,      apesar de crucificada, ainda exerce uma influencia no cristão que não é      sempre aparente. A visão de mundo inteira do dependente foi moldada pelo      processo adictivo. Em essência, esses são os elementos de sua “natureza      pecadora” ou “carne”, com a qual ele lutará por quanto tempo permanecer      neste mundo. Eles podem se erguer eventualmente e causar sua derrota.      Dependentes precisam da ajuda de       conselheiros informados que, através de um processo de discipulado      intensivo, os ensinará a ser “transformados pela renovação de suas mentes”      (Romanos 12:2) e aprender como “andar no Espírito para não satisfazer os      desejos da carne” (Gálatas 5:16)</li>
<li>Grande       problema para a recuperação é a       negação.  Jesus disse: “&#8230; a      verdade vos libertará” (João 8:32). Isso tem uma aplicação especial à      perigosa pedra de tropeço da negação que todo dependente deve superar. Se      não, é certo que tropece em sua vida cristã e eventualmente recaia ao uso      ativo do álcool e outras drogas.       Salomão percebeu isso quando       disse “todos os caminhos do homem lhe parecem puros, mas o Senhor      avalia o espírito” (Provérbios 16:2). Assim, frequentemente para nós, tudo      parece bem, mas sob a superfície Deus vê alguma coisa totalmente      diferente. A Bíblia torna claro que o homem tem uma habilidade temerosa de      tornar-se auto-enganado. (Jeremias 17:9)Em nenhum outro lugar isso é      ilustrado tão poderosamente quando na área das dependências. A fim de que      os dependentes vivam a vida abundante, precisam da ajuda de conselheiros      experimentados que podem ajudá-los a irromper através de sua negação.</li>
</ul>
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<p>É apropriado para cristãos assistirem reuniões de Alcoólicos Anônimos e usar o Programa dos Doze Passos e a literatura de AA, ou de qualquer grupo anônimo?</p>
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<ul>
<li>Os Doze Passos de Alcoólicos Anônimos são      basicamente uma abordagem confiável e ordenada da recuperação do      alcoolismo e outras formas de dependências.  Bill Wilson, o autor original dos      Passos, e o Dr. Bob Smith, seu co-fundador tiveram relacionamentos vitais      com cristãos. Uma das pessoas importantes (por quem Bill Wilson teve      grande respeito) foi o Reverendo Samuel Shoemaker, um evangelista bem      conhecido  do início do século 20. Algumas      das pessoas envolvidas no início de AA tinham vindo a Cristo através de      uma missão de resgate da cidade de New York fundada por Shoemaker. Também,      através de uma irmandade chamada Oxford Groups, eles tiveram contato com      vários  cristãos sinceros.No desenvolvimento do programa de AA, eles se valeram  de muitas fontes diferentes, incluindo o      Cristianismo Bíblico.  A primeira      versão dos Doze Passos era claramente cristã.  Bill Wilson queria que fosse um esboço      mais expandido das ações progressivas que levavam a uma vida nova e      mudada.  Foi somente mais tarde,      depois de partilhar seu primeiro esboço dos Doze Passos com alguns dos      outros primeiros AA’s que as afirmações mais abertamente “religiosas”      foram retiradas. Nós não devemos julgar o AA com os mesmos padrões pelos      quais podemos julgar um grupo que afirma ser uma organização cristã. AA      nunca teve a intenção de ser um grupo cristão. Apesar de que houve algumas      pessoas envolvidas em seu início que queria que o fosse, nós podemos notar      que, mesmo hoje, o AA (praticado corretamente) encoraja a pessoa a      conseguir instrução espiritual e companheirismo da Igreja e outras      organizações religiosas além de si.</li>
<li>Ainda, a questão principal é, exatamente como      os Doze Passos ficam diante dos padrões da Palavra de Deus? Se nós nos      aproximamos dele com a premissa de que foi nosso Deus quem  se revelou a Si mesmo em Jesus Cristo,      não há nada nos Doze Passos que contradiga as Escrituras diretamente. Eles      consistem no seguinte: admissão da derrota pessoal, quebrantamento,      entrega da vida e da vontade aos cuidados de Deus, confissão,      restituições, aquisição das disciplinas espirituais da oração e devoção      pessoal, e um desejo de alcançar outros. Se cada cristão praticasse essas      coisas em uma base consistente, eles cresceriam tremendamente. Os Doze      Passos são um modo simples e ordenado de aplicar os princípios escriturais      que eles esposam. Eles têm uma progressão natural que pode servir como um      esboço de discipulado que se ajusta às necessidades únicas do dependente.      Adicionalmente, centros de recuperação que utilizam os Doze Passos      proporcionam uma exposição primeira do programa através da experiência do      tratamento prévio e do atendimento às reuniões de AA. Isso nos dá uma base      sobre a qual construir – usando os Doze Passos como um veículo para      conduzi-los a um relacionamento crescente com Jesus Cristo em direção a      verdades espirituais mais profundas. Podemos afirmar que o Programa dos      Doze Passos não tem o objetivo primeiro de fazer alguém parar de beber.      Ele conduz a pessoa a uma amizade com Deus cujo resultado é a sobriedade.</li>
<li>No Celebrando a Recuperação, porém, nós      identificamos Jesus Cristo como nosso Poder Superior, claramente usamos a      Bíblia como fonte de referência, mais os Oito Princípios de Recuperação      baseados nas nove Bem Aventuranças. Definidamente, declaramos que o      Programa dos Doze Passos não é um programa para nos recuperarmos de nossas      feridas, dependências e maus hábitos apenas. Em primeiro lugar, ele nos      ajuda a estabelecermos uma amizade com Deus (João 15:14; Tiago 4:4).      Usamos o mesmo programa, mas nosso foco é diferente.</li>
</ul>
<p>Porque o dependente deve evitar novos relacionamentos românticos   no primeiro ano de recuperação?</p>
<ul>
<li>Para evitar perder o foco em questões      pessoais, pois  para os dependentes,      mudanças reais permanentes ocorrem apenas ao longo de um processo      frequentemente doloroso de autodescobertas. Isso envolve o entendimento de      seus próprios comportamentos adictivos, suas emoções reprimidas, e padrões      de pensamento destrutivos. No entanto, sua negação usa os sentimentos e      comportamentos dos outros para evitar enfrentar sua própria dor e      desonestidade e  assumir      responsabilidades por suas ações controladoras e vergonhosas. A introdução      de um relacionamento romântico, com um intenso foco na outra pessoa muito      cedo na recuperação, inevitavelmente provocará um “curto circuito” no      importante processo de reconexão consigo mesmo e com o aprendizado em      tornar-se responsável por seus próprios sentimentos e comportamentos.</li>
<li>Para evitar as ilusões e desonestidade da      paixão cega. A fase inicial da recuperação é sempre uma ocasião muito      emocional e dolorosa.  Isso pode ser      um motivador importante para a recuperação, incentivando a dar os difíceis      passos necessários para que mudanças reais aconteçam.  Apaixonar-se (e tirar o foco de si      mesmo) pode criar um falso senso de bem estar. No amedrontador, estranho e      frequentemente doloroso tempo do início da recuperação, tornar-se especial      para  uma pessoa  é um tremendo amplificador do ego. Isso      pode criar no dependente a ilusão de estar muito adiante no processo de      recuperação do que realmente está. Adicionalmente, o compromisso com a      ”honestidade rigorosa” é usualmente deixada de lado pois ele se esforçará      para criar a melhor impressão possível para ganhar as afeições da outra      pessoa.</li>
<li>Todo dependente é também um codependente. O      não envolvimento emocional  previne      a  recaída por conta do estresse da      codependência. Uma definição simples de codependência é  usar a outra pessoa para criar  sentimentos agradáveis em nós mesmos.      Pessoas no início da recuperação podem facilmente transferir sua      dependência do álcool e outras drogas ou de qualquer outro objeto, para a      dependência de outra pessoa. Até entenderem o que está relacionado  com sua própria codependência, é certo      que voltem aos antigos meios desonestos e insanos de relacionamento. Por      si mesmo, o estresse do início da recuperação frequentemente resulta em      recaída. Usar habilidades de relacionamento inadequadas e insanas para      lidar com o relacionamento afetivo criará frustração e mesmo mais      estresse, abrindo a porta ao  uso de      álcool e outras drogas ou a atuação dos antigos comportamentos      compulsivos,  por que esse é o modo      que o dependente sempre tentou para lidar       com emoções difíceis.</li>
<li>Evita a armadilha sexual. Dependentes no      início da recuperação são especialmente vulneráveis à tentação sexual. Se      eles começam um relacionamento romântico muito cedo, eles tem garantia      virtual de falhar nessa área. Eles se tornam envolvidos em atividade      sexual porque eles simplesmente não sabem como se relacionar de forma verdadeiramente      íntima  e sofrem de uma sériafalta      de autocontrole. Para a maioria,       sexo é como outra ‘droga’. O estado alterado de consciência que ele      cria pode dar a pessoas em sofrimento a falsa sensação de bem estar e      alivia os sentimentos de dor e insegurança. Falhar nesta área pode ser      extremamente devastador, causando um tremendo senso de incompetência e      desencorajamento. E, se eles não se arrependerem dessa maneira inadequada      de lidar com o sexo,  o resultado é      um sério estado de desonestidade que sabota o processo da recuperação.</li>
<li>Evita facilitadores e “quebra-galhos”. Há      pessoas que se atraem romanticamente a outros que estão em programas de      recuperação. Essas pessoas,       usualmente,  tem sérios      problemas com a codependência em suas vidas. São pessoas que são      facilitadoras ou “quebra-galhos”  e      de fato, são atraídas a pessoas problemáticas.  Costumam negar sua própria necessidade      de recuperação, e  usualmente      pressionam  os dependentes para      deixar o programa prematuramente, convencendo-os de que eles não estão tão      mal assim ou o que eles precisam é de um bom parceiro ou parceira para      melhorarem.</li>
<li>Evita o corte de relacionamentos com outros em      recuperação. Os dependentes costumam usar pessoas para criar bons      sentimentos em si mesmos. Com isso, todos os seu relacionamentos,      especialmente os românticos, são       completamente autocentrados. Por isso, uma das mais importantes      fases do início da recuperação é aprender a relacionar-se com outros de      ambos os sexos de forma honesta, não romântica e íntima. Isso pode ser uma      experiência tremendamente restauradora. No entanto, envolver-se em um      relacionamento “exclusivo” certamente irá burlar esse processo. O      resultado é perder a bênção de relacionamentos positivos e significativos      com outras pessoas em recuperação em honestidade e auto-revelação      mútuas.</li>
<li>Essas são algumas razões por que no Celebrando      a Recuperação há a importante regra de que os grupos de interesse sejam      constituídos apenas de pessoas do mesmo sexo. Além de permitir a troca de      experiências sem constrangimentos, evitam-se envolvimentos emocionais.</li>
</ul>
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<p>@font-face {   font-family: &#8220;Courier New&#8221;; }@font-face {   font-family: &#8220;Wingdings&#8221;; }@font-face {   font-family: &#8220;Wingdings&#8221;; }@font-face {   font-family: &#8220;Calibri&#8221;; }@font-face {   font-family: &#8220;Georgia&#8221;; }p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 0.0001pt; font-size: 12pt; font-family: &#8220;Calibri&#8221;,&#8221;serif&#8221;; }.MsoChpDefault { font-size: 10pt; }div.WordSection1 { page: WordSection1; }ol { margin-bottom: 0cm; }ul { margin-bottom: 0cm; }</p>
<p>Se temos a Bíblia porque precisamos da Psicologia?</p>
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<p>“<em>embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo”. (2ª Coríntios 10:3-5)</em></p>
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<p>A constante pregação da Igreja Batista do Morumbi tem se baseado na convicção do caráter único das Escrituras como revelação proposicional da vontade de Deus introduzida em um mundo caído com o propósito de comunicar o amor de Deus ao homem caído.</p>
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<p>O pensamento cristão com relação a um modo de pensar requer um exame de um sistema básico de afirmações à luz do relato da criação em Gênesis. O pensamento humano esforça-se para encontrar um sentido para a vida neste mundo. Tanto a Teologia Cristã como a Psicologia são parte deste esforço, e ambas oferecem grande contribuição para a compreensão da raça humana.  Dependendo da visão de mundo da pessoa, valorizará mais uma em detrimento da outra. Junto a isso, há grande esforço para estabelecimento da validade tanto dos métodos da Psicologia como da Revelação Bíblica. Parte deste esforço tem seguido na direção de uma integração entre a Psicologia e a Teologia Cristã. Essa proposta considera que o produto do estudo bíblico e a pesquisa da Psicologia têm igual valor quanto à visão da realidade. No entanto, tal visão da realidade está em constante fluxo, devido ao continuo avanço e expansão da teoria e conhecimento científico.</p>
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<p>Há três abordagens diferentes em relação à integração da Psicologia e a Teologia Cristã.</p>
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<p>A primeira afirma que a Teologia Cristã e a Psicologia são essencialmente incompatíveis. Ambas são percebidas como inimigas mortais. Esta abordagem é comum entre os Cristãos fundamentalistas.</p>
<p>A segunda abordagem encontra valor em certos conceitos bíblicos, mas os redefine de forma a remover seu conteúdo sobrenatural. Essa abordagem tenta submeter os caráteres e eventos bíblicos à análise psicológica de modo a explicá-los sem seus aspectos miraculosos e divinos. Isso é comum entre os Cristãos liberais.</p>
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<p>A terceira abordagem reconhece tanto a Psicologia como a Teologia Cristã como legítimas, mas não busca uma integração entre elas. Esta abordagem mantém a Psicologia e a Teologia em compartimentos separados, secular e sagrado. A Psicologia e a Teologia Cristã são reconhecidas como expressando as mesmas verdades. Por isso pode-se fazer um esforço para trabalhar com as duas: seria possível usar a Psicologia para ilustrar e dar apoio ao ensino teológico.</p>
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<p>Alguns cristãos buscam uma integração entre a Psicologia e a Teologia Cristã, argumentando que toda a verdade é a verdade de Deus, seja lá onde for encontrada. O Cristianismo afirma que Deus é o Criador de todas as coisas e que isso estabelece uma unidade básica de toda verdade, seja ela encontrada na revelação escrituraria ou na experimentação cientifica.</p>
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<p>A tentativa de equalizar a revelação bíblica e as percepções humanas estimuladas pela criação encontra uma dificuldade. Enquanto a natureza é caída, a revelação das Escrituras não é. Como afirmação proposicional, foi introduzida depois da Queda com o propósito de comunicar-se com o homem caído. Por isso, sua mensagem é inerrante, levando em conta que o homem e o restante da criação são caídos.</p>
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<p>Cremos que a Bíblia ensina que a criação, incluindo o poder da razão humana, são caídos. Portanto, as interpretações e conclusões derivadas do estudo dos dados tirados da criação não podem receber o mesmo status das declarações claras e simples das Escrituras, a última coisa que queremos é escurecer os ensinos bíblicos integrando-os com as areias movediças das teorias e modelos científicos. Pelo contrário, o trabalho crucial do cristão é preservar e difundir a fé que “uma vez por todas foi confiada aos santos”.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cremos que quando atuamos com a Psicologia e a Teologia Cristã devemos tomar cuidado para não colocar a revelação escritural no mesmo pé de igualdade com a teoria científica.</p>
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<p>Em quase toda área da Psicologia a Escritura tem muito a dizer que pode influenciar nosso entendimento da pesquisa, da teoria e da prática psicológicas. Sem dúvidas, uma ode cooperar com a outra, pois a Psicologia levanta questões e oferece dados que dizem respeito a nosso entendimento teológico do ser humano, e a Teologia expressa as verdades divinamente reveladas que falam à visão da humanidade da Psicologia que, por natureza, está em desenvolvimento constante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Escritura é verdade, mas os dados que aprendemos da natureza também o são. O homem que lida com ambos, porém, é caído e, portanto, falível. Então, sua interpretação tanto da Escritura como da criação não tem a garantia da certeza. Não podemos esquecer que nessa conclusão há um elemento importante: a qualidade única da Escritura como a infalível revelação de Deus introduzida em um mundo caído com o propósito de comunicar a graça à humanidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por conta da falibilidade humana, o homem está envolvido em incerteza, e o objetivo da vida tornou-se uma busca pela verdade. Essa busca passa por um esforço para integrar toda a verdade disponível em um dado momento. Como sempre estamos aprendendo, nossa compreensão da verdade não pode ser completa, mas pode estar em constante avanço. Aqui lidamos com um dilema: de um lado, temos a compreensão humana, que, marcada pela queda, não é plena, mas mutante o tempo todo. De outro, temos o homem falido e falível, que busca compreender a verdade, ao mesmo tempo em que a percebe de forma limitada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Devemos ter ousadia na busca pela verdade. Precisamos de mais conhecimento que possa lançar luz sobre os inumeráveis problemas confortando a igreja hoje. Precisamos de novas percepções escriturísticas e novos conceitos teóricos para entender melhor a natureza do homem e de seu funcionamento. E precisamos de uma aplicação crescente de nossa pesquisa, teoria e interpretação bíblica. A Psicologia e a Teologia podem cooperar, utilizando-se de seus recursos particulares para uma reavaliação das respostas que tem sido dadas a algumas questões antigas. Devemos estar dispostos a trazer todas as fontes concebíveis de compreensão para fundamentar nosso estudo do ser humano e do dilema humano.</p>
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<p>Diante de tal tarefa, revestida de grandes dificuldades e incertezas temos, de um lado, a Escritura que afirma-se a si mesma como suficiente para a instrução do homem na verdade (2 Tm 2:15; 3:16). Do outro lado, a ciência humana que caminha devagar, pois tratada pelo homem com sua natural ansiedade e conseqüente necessidade de defesa. Torna-se rígido, fechado ou intolerante, temendo as conseqüências da abertura. Temos aprendido que é mais seguro restringir nossa consciência. Como o homem, com tal dificuldade, pode garantir uma compreensão adequada de si mesmo?</p>
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<p>Como Cristãos podemos afirmar uma sabedoria parcial sobre tudo isso, mas apenas dentro de um contexto de uma estrutura bíblica fixa e ampla. A Bíblia recomenda-nos cautela e circunspecção. As Escrituras nos ensina a não nos conformarmos com este mundo, mas transformar nosso modo de pensar segundo a mente Daquele que tem autoridade sobre tudo.</p>
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<p>Cristo nos deixou exemplo claro, levado adiante pelos apóstolos, de como devemos tratar esta questão. Não temos que validar a revelação com o conhecimento do mundo, mas trazer o conhecimento do mundo cativo à revelação: “<em>Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo”. (2ª Corintios 10:5). </em>Não temos que nos engajar em uma busca pela verdade, mas proclamar que temos sido visitados pela verdade (João 1:9, 10) e a Palavra de Deus é a verdade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A decisão do cristão deve ser evitar lealdade a qualquer ciência humana. Não por conta da incerteza perpétua do homem, mas por que toda ciência, ainda que em processo de descoberta da verdade, depende de construtos humanos e, portanto, inferior a nós mesmos, alvos da Graça de Deus. Não podemos tomar as teorias humanas seriamente porque são em princípio falíveis. A eterna sabedoria nos diz que o criador não se curva diante da sua criação.</p>
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<p>Um modelo bíblico para a Psicologia</p>
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<p>A Bíblia, anunciando a Graça de Deus parar o homem, considera-o definitivo. Tão definitivo que Cristo tornou-se homem e viveu entre nós. Mesmo sua natureza glorificada pela ressurreição se assemelha a nós, podendo ser reconhecido pelos discípulos. Portanto, a ciência não pode ser maior que nós, pois ela é criação nossa, ainda que limitada, imperfeita. A recusa de adorar as obras de nossas mãos nos dá liberdade. Nós domos os mestres da pesquisa e da teoria científicas e elas são apenas instrumentos e ferramentas. A posição cristã é clara: trazer as imaginações do mundo à submissão de Deus e sua Palavra.</p>
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<p>Através de Sua Palavra Deus providenciou um sistema no qual há tanto estrutura como liberdade. Se crermos com firmeza em seus claros ensinos, recusando ficarmos impressionados diante das obras de nossas mãos e de nossas especulações, seremos abençoados e aproveitaremos uma Psicologia produtiva, porque orientada por Deus. Na liberdade do Reino de Cristo descobriremos todas as boas e verdadeiras coisas que Ele tem para nós no domínio da Psicologia. A estrutura de pensamento providenciada pelo Espírito Santo permite um avanço da ciência porque ela submete o conhecimento da ciência ao endosso de Deus, que valida nossas teorias e modelos científicos.</p>
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<p>As doutrinas e categorias escriturísticas básicas não podem ser niveladas às teorias e conceitos humanos. Se fizermos isso teremos um mau Cristianismo e uma má Psicologia. Se mantivermos firmeza de fé e disposição de submissão a todo conselho bíblico, encontraremos a liberdade e a estrutura necessária para verdadeira produção científica. Em Cristo e em Seu Reino, a Palavra de Deus é sempre “sim”. (2ª Coríntios 1:20)</p>
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<p>A propósito do Celebrando a Recuperação</p>
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<p>O conceito de “recuperação” não contradiz a verdade espiritual de tornar-se uma “nova criatura” em Cristo?</p>
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<li> O termo      “recuperação” aparece na Bíblia em 2ª Timóteo 2:26. A palavra grega usada      aqui é “ananepho”, significando o retorno a um estado de sobriedade.</li>
<li>Recuperação é santificação,  um processo, e não algo que acontece em      um instante. Em Romanos 12:2, a palavra traduzida “transformai-vos”      implica, no original, uma atividade contínua. Paulo exorta os cristãos a      ativamente e conscientemente envolver-se em um processo contínuo de      separação de seu antigo modo de viver pecaminoso e crescentemente      apartarem-se do mundo e aproximarem-se de Deus através de uma continua      renovação de suas mentes.</li>
<li>Recuperação é um contínuo processo de rendição      – (Romanos 6:19) Paulo mostra como a oferta de nossos corpos para o pecado      resulta em uma sempre crescente maldade e impureza. Quando observamos o      processo da evolução da dependência a um comportamento compulsivo,      percebemos que a descrição de Paulo é consistente com as descrições que      ilustram a passagem do dependente através da crescente destrutividade dos      comportamentos compulsivos. Paulo também descreve como uma pessoa      compulsiva nascendo de novo e andando em novidade de vida em Cristo      torna-se “escravo da justiça que leva à santidade” (Rm 6:19).</li>
</ul>
<p>De que um cristão deve se recuperar?</p>
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<ul>
<li>A Bíblia nos ensina que é Deus quem instila em      nós “tanto o querer como o realizar”. Temos a instrução para por em ação o      que recebemos como dom de Deus, a salvação. (Filipenses 2:12-13). No      entanto, somos constantemente feridos. Por nós mesmos, por outros, por      circunstâncias da vida. A dor pode ser pouca ou insuportável. Tentamos      aliviá-la e criamos &#8211; sem que o desejássemos &#8211; dependências que provocam      exatamente o que queremos evitar: mais feridas e mais sofrimento. Maus      hábitos se formam sem que deles tenhamos consciência. Somos impotentes      para mudar esta situação sozinhos, pois somos pecadores, e vivemos em um      mundo mergulhado no pecado.</li>
<li>A recuperação passa pelo aprendizado de      aplicar a Graça de Deus em nossas feridas, dependências e maus hábitos. É      necessária muita perseverança e paciência. Somente com a aplicação      consciente do que aprendemos na Bíblia poderemos ser razoavelmente felizes      nesta vida.</li>
</ul>
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<p>O que são “feridas, dependências e maus hábitos?</p>
<ul>
<li>Feridas são as dores emocionais resultantes da      condição de pecado da raça humana. Em nossa condição de pecadores, erramos      constantemente o alvo, provocando sempre o que queremos evitar. Nossos      pais erraram conosco, às vezes de forma muito dolorosa. Desenvolvemos      mecanismos emocionais para a nossa sobrevivência, verdadeiras folhas de      figueira que nunca poderiam nos proteger. Ressentimentos, frustrações,      amarguras são comuns. Não fomos confirmados, e nossa auto-estima sofreu      muito.</li>
<li>Buscando alívio para nossas dores, e      destituídos da presença de Deus, desenvolvemos dependências de coisas,      circunstâncias, comportamentos, e pessoas. Desarmonias em nossos      relacionamentos tornaram-se padrão. Maus hábitos que talvez não nos prejudiquem      tanto como as dependências, também nos prendem de forma a não nos      sentirmos livres.</li>
<li>Se não nos encontramos ainda com Cristo,      estamos sem esperança vivendo sem Deus no mundo. Se já o encontramos,      fomos salvos pela graça. Mas descobrimos que ainda não estamos no paraíso      e percebemos que o pecado nos assedia tenazmente. Como Paulo nos ensina em      Romanos 7, até sabemos o bem que devemos praticar, mas não o fazemos e      vivemos miseravelmente.</li>
</ul>
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<p>Como o Celebrando a Recuperação  ajuda o dependente que luta para manter-se sóbrio?</p>
<ul>
<li>.</li>
<li>O       Celebrando a Recuperação é um ambiente seguro e sem julgamento onde      os dependentes em recuperação  podem      falar de suas  lutas, pensamentos,      idéias e sentimentos sem medo de rejeição. Ouvir as histórias de outros      com dificuldades similares e como eles as superaram, dá ao dependente em      luta grande encorajamento para continuar em uma vida de sobriedade. O      Celebrando a Recuperação  provê  um tipo de atmosfera “familiar” que      estimula a esperança de uma vida melhor para todos os envolvidos;  dependências causam grande estrago sobre      os relacionamentos com outros, e aqui o dependente em recuperação tem a      oportunidade de começar o difícil e doloroso processo de reconectar-se com      outras pessoas.</li>
<li> A      superação dos sentimentos remanescentes da dependência e caminhar  para a plenitude da vida abundante é      processo complexo e de longo prazo. A liderança dos grupos de apoio é      fundamental para o sucesso do programa. Os líderes devem ser maduros,      sóbrios e ter um compromisso com a manutenção de uma vida espiritual. Os      líderes dos Pequenos Grupos do Celebrando a Recuperação são cristãos e      membros da IBMorumbi. Foram escolhidos a partir da experimentação pessoal      do Programa dos Doze Passos e dos Oito Princípios de Recuperação. Depois      de treinamento, assumiram vários grupos de interesse. O Celebrando a      Recuperação coopera com e recebe cooperação  da equipe de Pequeno Grupo da IBM,      inserido no contexto atual de nossa Igreja.</li>
</ul>
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<p>É certo para cristãos emprestarem idéias, princípios e técnicas da comunidade terapêutica secular?</p>
<ul>
<li>A base primeira e principal do Celebrando a      Recuperação são as Escrituras Sagradas.       Somos cuidadosos em sujeitar todas as coisas que fazemos em nossas      vidas cristãs à luz da Palavra de Deus. Portanto, descartamos quaisquer      princípios ou filosofias que contradigam a Palavra de Deus. Mais      importante,  rejeitamos qualquer      filosofia ou abordagem que remova de um pecador seu senso de      responsabilidade por suas próprias ações. Sem isso o primeiro passo real      em direção à sobriedade não pode ser dado – arrependimento e purificação      do pecado na Cruz de Cristo. A Bíblia é perfeitamente clara quanto ao fato      de que mudanças reais e permanentes podem apenas ocorrer quando uma      pessoa  experimenta arrependimento      verdadeiro – que implica em um senso de responsabilidade pessoal por sua      ações e suas conseqüências.</li>
<li>Buscamos sempre o  discernimento do Espírito Santo. Um      conselheiro cristão chegará a       conclusões sobre um determinado problema que será diferente daquele      conselheiro não cristão. Observando o comportamento humano, as conclusões      de um terapeuta ou conselheiro não-cristão frequentemente refletem uma      visão de mundo sem Deus. A Bíblia declara que o que não tem Deus não tem      esperança neste mundo. (Efésios 2:12)Alguém sem esperança não instilará      esperança no outro. Apesar desse dilema, não devemos rejeitar o conjunto      do conhecimento real  sobre      dependências e abordagens bem sucedidas de tratamento que sejam acessíveis      e úteis para nós como conselheiros cristãos.</li>
<li>Cremos que o que é bom devemos usar e      descartar o que não serve. (1ª Tessalonicenses 5:21) Certamente, algumas      das idéias  dos tratamentos      seculares contradizem as Escrituras (especialmente nos tópicos de      moralidade e espiritualidade). No entanto, muitos dos métodos bem      sucedidos em conduzir  o dependente      a uma vida de sobriedade têm suas origens na Palavra de Deus. (Um dos      melhores diagnósticos de alcoolismo está em Provérbios 23:29-35). Em um      sentido bem real, eles têm redescoberto alguns princípios espirituais      profundos quase perdidos hoje: o poder de relacionamentos responsáveis, a      natureza restauradora da partilha profunda e íntima entre pessoas em      recuperação, a indisputável conexão entre honestidade rigorosa e      espiritualidade verdadeira. E o princípio de confortar outros através da      partilha de  como o Senhor nos      trouxe através de situações similares (2 Cor. 1:3-7). Enquanto pessoas      seculares e ateístas possam ver esses princípios sob uma luz completamente      diferente, nós devemos ser hábeis em discernir, com a ajuda do Espírito      Santo, que aspectos desse campo de conhecimento nós podemos integrar em      nossos programas de recuperação sem comprometer a verdade revelada.</li>
</ul>
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<p>E a respeito do “conceito de doença” da dependência de álcool e outras drogas?</p>
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<ul>
<li>Doença       é qualquer condição não saudável. As dependências têm um conjunto      de sintomas bem estabelecidos e reconhecíveis com comportamentos      característicos e efeitos similares em todas as pessoas que sofrem com      isso. Estudos científicos confiáveis têm estabelecido que muitas pessoas      portam  uma predisposição herdada à      dependência de álcool e outras drogas. Usar o modelo “doença” também nos      dá uma estrutura pela qual podemos abordar o tratamento da condição, a      partir do aspecto físico. Ainda bem que, desde que os sintomas e a      progressão da dependência química é a mesma para todos (diagnose), o      remédio (prognose) é também basicamente o mesmo.A Associação Médica Americana define alcoolismo como uma doença que afeta      a condição emocional, psicológica, espiritual, física e social, ligada ao      uso persistente e excessivo do álcool. É uma dependência química que      interfere seriamente com a saúde mental e física do paciente.</li>
<li>No entanto, nós devemos rejeitar o argumento      de que, se doente, o individuo não teve uma escolha na questão e não era,      de algum modo, responsável pelas escolhas que levaram à sua condição de      dependente. O arrependimento real é essencial para o restabelecimento de      um relacionamento com Deus e é perigoso aceitar qualquer abordagem que      remova de alguém  a responsabilidade      pessoal de suas ações. O processo condutor a uma dependência plena começou      com a decisão de beber,  uma escolha      moral mesmo para aqueles com uma história familiar de alcoolismo. Devemos      ser cuidadosos para não usar uma extrema definição do termo “geneticamente      predisposto”. Esse conceito refere-se simplesmente à condição de algumas      pessoas que, por conta de uma estrutura biofísica herdada, reagem de forma      a  criar  dependências que rapidamente evoluem      para o uso compulsivo e dependência crônica. Enquanto há muitos fatores      físicos, emocionais e sociais que contribuem para a dependência, a Bíblia      é completamente clara quanto ao fato de que escolher um pecado habitual      resulta no final em escravidão ou cativeiro. Realmente, a Bíblia diz que o      pecado da embriaguez proíbe aqueles que o praticam de entrar no Reino de      Deus (Gálatas 5:19-21). Além disso, ela nos diz que  o coração humano causa muitos problemas.      (Jr 17:9)</li>
<li>A palavra       “escravidão” vinda do grego “douleia” é um termo bíblico bem      apropriado que resume a condição do dependente, seja  de álcool e outras drogas, seja de      qualquer outra coisa. Ela é usada extensivamente em porções da Escritura      como Romanos 6, e traduzida como “servos de” ou “escravos de”. Esse termo      significa uma condição que, começando em escolhas pessoais, resulta em um      estado que suplanta e domina  a      vontade própria. Exatamente como os escravos nos tempos bíblicos não      podiam livrar-se de seu estado de cativeiro, que podia ser resultado de      dívidas por conta de suas próprias escolhas, assim é o dependente preso a      uma condição da qual não pode escapar por sua própria força. Por isso o      nome “dependente”.</li>
<li>Não podemos minimizar o problema, pois  essa escravidão tem efeitos dramáticos e      permanentes nas pessoas que estão presas à dependência.  Um pecado que consome a vida tem um      impacto na pessoa inteira.  Como      conselheiros cristãos, nós sabemos que o poder de Deus é capaz de livrar      as pessoas de sua compulsão,  e de      livrá-los das conseqüências emocionais, psicológicas, sociais, espirituais      e físicas de um estilo de vida dependente. No entanto, nunca devemos      esquecer que a escravidão a um dado comportamento vai muito além de um      simples hábito. Depois que um dependente é salvo e pára de agir segundo      sua compulsão ele deve resolver um conjunto especial de problemas que são      as conseqüências contínuas de um modo de vida dominado pela dependência.      Usualmente, sem ajuda apropriada, o dependente ou recairá   ou desenvolverá algum outro      comportamento compulsivo. A combinação equilibrada das percepções das      pesquisas científicas quanto a essas dinâmicas com os princípios      escriturísticos pode equipar-nos a ajudar efetivamente os dependentes e      suas famílias.</li>
</ul>
<p>O “bêbado” não é a mesma pessoa que o dependente ou alcoólatra?</p>
<ul>
<li>De acordo com a Bíblia, qualquer um que se      intoxica em uma base regular é um “bêbado”. Portanto, alcoólatras e      dependentes que estão usando ativamente sua “droga de escolha” são      “bêbados”. No entanto, não devemos confundir nossa terminologia.      “Embriaguez” é um termo que se refere a atividades com implicações espirituais      e morais definidas. Gálatas 5:19-21 chama a embriaguez de pecado, uma      escolha moral real que impedirá que o ofensor herde  o Reino de Deus. Mas, uma pessoa pode      ser um dependente ou alcoólatra sem ser um bêbado. (não existe o      ex-alcoólatra, mas o alcoólatra ex-bêbado) A recíproca também é      verdadeira. O “bebedor social” comum, por exemplo, pode ainda embriagar-se      e não desenvolver a dependência do álcool.</li>
</ul>
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<ul>
<li>A dependência de álcool começa na embriaguez      repetida.  Mas, uma vez que a      dependência se instala, nós estaremos falando de algo muito diferente.      Adicção, alcoolismo e dependência química são termos terapêuticos para      descrever esse distúrbio compulsivo e dominador da vida. Sua      característica primária é a perda do controle (ou condição de “impotência”)      sobre a droga de escolha. Um critério relativamente simples para      definir-se uma dependência é a diferença entre o planejado e o      efetivamente executado. Uma pessoa planeja beber uma lata de cerveja.      Quando se dá conta, tomou dez ou doze latas. Essa perda do controle      determina a dependência.</li>
</ul>
<p>E a respeito de dizer que “uma vez alcoólatra sempre alcoólatra”?</p>
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<ul>
<li>Através da Graça de Deus um dependente pode      livrar-se  da compulsão a beber.      Aqueles que reagem negativamente a essa frase usualmente interpretam que      ela significa que uma pessoa dependente é condenada a viver sob o      constante perigo de escorregar para a embriaguez contra sua vontade. Isso,      é claro, seria uma negação definida do poder de Deus em mudar o dependente      e capacitá-lo a viver uma vida vitoriosa. A verdade é que muitos cristãos      testificam de uma experiência na qual o poder do Espírito de Deus      realmente os livrou do desejo compulsivo de usar o álcool e outras drogas.      Devemos estar cientes do fato que, uma vez que isso ocorra, o dependente nascido      de novo deve lutar com todas as conseqüências remanescentes de sua      dependência.</li>
<li>Quando um dependente é liberto da compulsão a      beber, ele não é mais um bêbado no sentido espiritual. No entanto ele      ainda é um alcoólatra ou dependente em recuperação no sentido terapêutico.      Ao nível fisiológico, ele será sempre sensível ao álcool. O uso de uma      pequena quantidade de álcool pode ativar os mecanismos químicos da      dependência levando ao beber compulsivo. Abstinência total (evitar o      primeiro gole) portanto, é de lei. Esse aspecto físico da dependência      permanecerá com a pessoa em recuperação até que seja glorificada pelo      Senhor e receba seu novo corpo. Com o reconhecimento desse fato, a pessoa      em recuperação será muito mais diligente em abster-se do beber ou do uso      casual da droga. Ela reconhece as terríveis conseqüências do uso mesmo que      moderado do álcool e outras drogas. Se o dependente em recuperação      permanece abstinente, essas conseqüências físicas da dependência não irão      afetar sua vida e caminhada cristãs.</li>
<li>Recuperação significa superar os resíduos da      dependência um dia de cada vez. Uma vida de dependência resulta em      atitudes destrutivas, emoções distorcidas e padrões de pensamento      deturpados. Isso não desaparece simplesmente quando um dependente      experimenta o renascimento espiritual. Considerar que  um alcoólatra ou dependente está em      “recuperação” implica que ela está superando ativamente os problemas      remanescentes de um estilo de vida adicto através do envolvimento em um      programa definido de crescimento pessoal e espiritual. Algumas atitudes      profundamente enraizadas que mantém um dependente preso em sua dependência      incluem:  orgulho e grandiosidade,      rebelião contra autoridades, desonestidade, manipulação, projeção de      culpa, ressentimentos, procrastinação, etc. Todos esses defeitos de      caráter são problemas comuns a praticamente todos os dependentes que, se      não forem tratados diretamente, levarão ao fracasso.</li>
</ul>
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<p>Porque o dependente precisa de mais aconselhamento se ele teve uma experiência de salvação genuína?</p>
<ul>
<li>Há uma boa       diferença entre “abstinência” e “recuperação”. Na prática, parar      com o uso ativo do álcool e outras drogas pode ser bem fácil comparado com      o desafio realmente enorme do desenvolvimento de um estilo de vida novo e      saudável, livre da química. O aconselhamento específico quanto à      dependência e outras atividades terapêuticas são comumente necessárias      para ajudar as pessoas a superar as conseqüências profundas e destrutivas      do alcoolismo e adicções a outras drogas. Sem o tipo certo de ajuda, os dependentes,      quase que inevitavelmente, voltarão ao uso ativo de químicos ou se      envolverão em algum outro comportamento compulsivo para lidar com os      estresses da vida e dificuldades não resolvidas que agem  contra uma recuperação saudável.</li>
<li>Recuperação e a “natureza pecadora” tem forte      relação. A Bíblia ensina claramente o fato de que a natureza pecaminosa,      apesar de crucificada, ainda exerce uma influencia no cristão que não é      sempre aparente. A visão de mundo inteira do dependente foi moldada pelo      processo adictivo. Em essência, esses são os elementos de sua “natureza      pecadora” ou “carne”, com a qual ele lutará por quanto tempo permanecer      neste mundo. Eles podem se erguer eventualmente e causar sua derrota.      Dependentes precisam da ajuda de       conselheiros informados que, através de um processo de discipulado      intensivo, os ensinará a ser “transformados pela renovação de suas mentes”      (Romanos 12:2) e aprender como “andar no Espírito para não satisfazer os      desejos da carne” (Gálatas 5:16)</li>
<li>Grande       problema para a recuperação é a       negação.  Jesus disse: “&#8230; a      verdade vos libertará” (João 8:32). Isso tem uma aplicação especial à      perigosa pedra de tropeço da negação que todo dependente deve superar. Se      não, é certo que tropece em sua vida cristã e eventualmente recaia ao uso      ativo do álcool e outras drogas.       Salomão percebeu isso quando       disse “todos os caminhos do homem lhe parecem puros, mas o Senhor      avalia o espírito” (Provérbios 16:2). Assim, frequentemente para nós, tudo      parece bem, mas sob a superfície Deus vê alguma coisa totalmente      diferente. A Bíblia torna claro que o homem tem uma habilidade temerosa de      tornar-se auto-enganado. (Jeremias 17:9)Em nenhum outro lugar isso é      ilustrado tão poderosamente quando na área das dependências. A fim de que      os dependentes vivam a vida abundante, precisam da ajuda de conselheiros      experimentados que podem ajudá-los a irromper através de sua negação.</li>
</ul>
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<p>É apropriado para cristãos assistirem reuniões de Alcoólicos Anônimos e usar o Programa dos Doze Passos e a literatura de AA, ou de qualquer grupo anônimo?</p>
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<ul>
<li>Os Doze Passos de Alcoólicos Anônimos são      basicamente uma abordagem confiável e ordenada da recuperação do      alcoolismo e outras formas de dependências.  Bill Wilson, o autor original dos      Passos, e o Dr. Bob Smith, seu co-fundador tiveram relacionamentos vitais      com cristãos. Uma das pessoas importantes (por quem Bill Wilson teve      grande respeito) foi o Reverendo Samuel Shoemaker, um evangelista bem      conhecido  do início do século 20. Algumas      das pessoas envolvidas no início de AA tinham vindo a Cristo através de      uma missão de resgate da cidade de New York fundada por Shoemaker. Também,      através de uma irmandade chamada Oxford Groups, eles tiveram contato com      vários  cristãos sinceros.No desenvolvimento do programa de AA, eles se valeram  de muitas fontes diferentes, incluindo o      Cristianismo Bíblico.  A primeira      versão dos Doze Passos era claramente cristã.  Bill Wilson queria que fosse um esboço      mais expandido das ações progressivas que levavam a uma vida nova e      mudada.  Foi somente mais tarde,      depois de partilhar seu primeiro esboço dos Doze Passos com alguns dos      outros primeiros AA’s que as afirmações mais abertamente “religiosas”      foram retiradas. Nós não devemos julgar o AA com os mesmos padrões pelos      quais podemos julgar um grupo que afirma ser uma organização cristã. AA      nunca teve a intenção de ser um grupo cristão. Apesar de que houve algumas      pessoas envolvidas em seu início que queria que o fosse, nós podemos notar      que, mesmo hoje, o AA (praticado corretamente) encoraja a pessoa a      conseguir instrução espiritual e companheirismo da Igreja e outras      organizações religiosas além de si.</li>
<li>Ainda, a questão principal é, exatamente como      os Doze Passos ficam diante dos padrões da Palavra de Deus? Se nós nos      aproximamos dele com a premissa de que foi nosso Deus quem  se revelou a Si mesmo em Jesus Cristo,      não há nada nos Doze Passos que contradiga as Escrituras diretamente. Eles      consistem no seguinte: admissão da derrota pessoal, quebrantamento,      entrega da vida e da vontade aos cuidados de Deus, confissão,      restituições, aquisição das disciplinas espirituais da oração e devoção      pessoal, e um desejo de alcançar outros. Se cada cristão praticasse essas      coisas em uma base consistente, eles cresceriam tremendamente. Os Doze      Passos são um modo simples e ordenado de aplicar os princípios escriturais      que eles esposam. Eles têm uma progressão natural que pode servir como um      esboço de discipulado que se ajusta às necessidades únicas do dependente.      Adicionalmente, centros de recuperação que utilizam os Doze Passos      proporcionam uma exposição primeira do programa através da experiência do      tratamento prévio e do atendimento às reuniões de AA. Isso nos dá uma base      sobre a qual construir – usando os Doze Passos como um veículo para      conduzi-los a um relacionamento crescente com Jesus Cristo em direção a      verdades espirituais mais profundas. Podemos afirmar que o Programa dos      Doze Passos não tem o objetivo primeiro de fazer alguém parar de beber.      Ele conduz a pessoa a uma amizade com Deus cujo resultado é a sobriedade.</li>
<li>No Celebrando a Recuperação, porém, nós      identificamos Jesus Cristo como nosso Poder Superior, claramente usamos a      Bíblia como fonte de referência, mais os Oito Princípios de Recuperação      baseados nas nove Bem Aventuranças. Definidamente, declaramos que o      Programa dos Doze Passos não é um programa para nos recuperarmos de nossas      feridas, dependências e maus hábitos apenas. Em primeiro lugar, ele nos      ajuda a estabelecermos uma amizade com Deus (João 15:14; Tiago 4:4).      Usamos o mesmo programa, mas nosso foco é diferente.</li>
</ul>
<p>Porque o dependente deve evitar novos relacionamentos românticos   no primeiro ano de recuperação?</p>
<ul>
<li>Para evitar perder o foco em questões      pessoais, pois  para os dependentes,      mudanças reais permanentes ocorrem apenas ao longo de um processo      frequentemente doloroso de autodescobertas. Isso envolve o entendimento de      seus próprios comportamentos adictivos, suas emoções reprimidas, e padrões      de pensamento destrutivos. No entanto, sua negação usa os sentimentos e      comportamentos dos outros para evitar enfrentar sua própria dor e      desonestidade e  assumir      responsabilidades por suas ações controladoras e vergonhosas. A introdução      de um relacionamento romântico, com um intenso foco na outra pessoa muito      cedo na recuperação, inevitavelmente provocará um “curto circuito” no      importante processo de reconexão consigo mesmo e com o aprendizado em      tornar-se responsável por seus próprios sentimentos e comportamentos.</li>
<li>Para evitar as ilusões e desonestidade da      paixão cega. A fase inicial da recuperação é sempre uma ocasião muito      emocional e dolorosa.  Isso pode ser      um motivador importante para a recuperação, incentivando a dar os difíceis      passos necessários para que mudanças reais aconteçam.  Apaixonar-se (e tirar o foco de si      mesmo) pode criar um falso senso de bem estar. No amedrontador, estranho e      frequentemente doloroso tempo do início da recuperação, tornar-se especial      para  uma pessoa  é um tremendo amplificador do ego. Isso      pode criar no dependente a ilusão de estar muito adiante no processo de      recuperação do que realmente está. Adicionalmente, o compromisso com a      ”honestidade rigorosa” é usualmente deixada de lado pois ele se esforçará      para criar a melhor impressão possível para ganhar as afeições da outra      pessoa.</li>
<li>Todo dependente é também um codependente. O      não envolvimento emocional  previne      a  recaída por conta do estresse da      codependência. Uma definição simples de codependência é  usar a outra pessoa para criar  sentimentos agradáveis em nós mesmos.      Pessoas no início da recuperação podem facilmente transferir sua      dependência do álcool e outras drogas ou de qualquer outro objeto, para a      dependência de outra pessoa. Até entenderem o que está relacionado  com sua própria codependência, é certo      que voltem aos antigos meios desonestos e insanos de relacionamento. Por      si mesmo, o estresse do início da recuperação frequentemente resulta em      recaída. Usar habilidades de relacionamento inadequadas e insanas para      lidar com o relacionamento afetivo criará frustração e mesmo mais      estresse, abrindo a porta ao  uso de      álcool e outras drogas ou a atuação dos antigos comportamentos      compulsivos,  por que esse é o modo      que o dependente sempre tentou para lidar       com emoções difíceis.</li>
<li>Evita a armadilha sexual. Dependentes no      início da recuperação são especialmente vulneráveis à tentação sexual. Se      eles começam um relacionamento romântico muito cedo, eles tem garantia      virtual de falhar nessa área. Eles se tornam envolvidos em atividade      sexual porque eles simplesmente não sabem como se relacionar de forma verdadeiramente      íntima  e sofrem de uma sériafalta      de autocontrole. Para a maioria,       sexo é como outra ‘droga’. O estado alterado de consciência que ele      cria pode dar a pessoas em sofrimento a falsa sensação de bem estar e      alivia os sentimentos de dor e insegurança. Falhar nesta área pode ser      extremamente devastador, causando um tremendo senso de incompetência e      desencorajamento. E, se eles não se arrependerem dessa maneira inadequada      de lidar com o sexo,  o resultado é      um sério estado de desonestidade que sabota o processo da recuperação.</li>
<li>Evita facilitadores e “quebra-galhos”. Há      pessoas que se atraem romanticamente a outros que estão em programas de      recuperação. Essas pessoas,       usualmente,  tem sérios      problemas com a codependência em suas vidas. São pessoas que são      facilitadoras ou “quebra-galhos”  e      de fato, são atraídas a pessoas problemáticas.  Costumam negar sua própria necessidade      de recuperação, e  usualmente      pressionam  os dependentes para      deixar o programa prematuramente, convencendo-os de que eles não estão tão      mal assim ou o que eles precisam é de um bom parceiro ou parceira para      melhorarem.</li>
<li>Evita o corte de relacionamentos com outros em      recuperação. Os dependentes costumam usar pessoas para criar bons      sentimentos em si mesmos. Com isso, todos os seu relacionamentos,      especialmente os românticos, são       completamente autocentrados. Por isso, uma das mais importantes      fases do início da recuperação é aprender a relacionar-se com outros de      ambos os sexos de forma honesta, não romântica e íntima. Isso pode ser uma      experiência tremendamente restauradora. No entanto, envolver-se em um      relacionamento “exclusivo” certamente irá burlar esse processo. O      resultado é perder a bênção de relacionamentos positivos e significativos      com outras pessoas em recuperação em honestidade e auto-revelação      mútuas.</li>
<li>Essas são algumas razões por que no Celebrando      a Recuperação há a importante regra de que os grupos de interesse sejam      constituídos apenas de pessoas do mesmo sexo. Além de permitir a troca de      experiências sem constrangimentos, evitam-se envolvimentos emocionais.</li>
</ul>
<p style="text-align: right;">Carlos Barcelos</p>
<p style="text-align: left;"><a href="http://dl.dropbox.com/u/928422/Se%20temos%20a%20B%C3%ADblia%20porque%20precisamos%20da%20Psicologia%20%282%29.doc">Baixe este artigo</a></p>
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		<title>Ponto de Ruptura</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2011 17:47:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Barcelos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A história de um pastor e sua adicção à pornografia, sua dor e redenção Darrel Brazell É 13:45 de terça-feira, e eu estou acessando a internet para verificar meu e-mail, ler um artigo de jornal, e começar a pesquisa para &#8230; <a href="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/?p=149">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-166" href="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/?attachment_id=166"><img class="alignleft size-medium wp-image-166" title="ciber addiction" src="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/wp-content/uploads/2011/07/ciber-addiction5-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>A história de um pastor e sua adicção à pornografia, sua dor e redenção<br />
Darrel Brazell</p>
<p>É 13:45 de terça-feira, e eu estou acessando a internet para verificar meu e-mail, ler um artigo de jornal, e começar a pesquisa para o sermão de domingo.<br />
Bem, é disso que eu estou tentando me convencer.<span id="more-149"></span><br />
Mas eu sei exatamente o que estou fazendo. Quando a minha secretária sai do trabalho às duas da tarde, ficarei sozinho no prédio. Verificarei meus e-mails, e eu poderei ler um artigo ou dois. Mas logo que a porta se fechar atrás dela, farei o que tenho feito mais vezes do que eu gostaria de contar: digitarei &#8220;sexo&#8221; ou  &#8220;pornô&#8221; ou algo pior na caixa de pesquisa e passarei as próximas três ou quatro horas no chiqueiro.</p>
<p>Vou entrar num transe que me leva a negligenciar os projetos importantes, ignorar telefonemas e perder a noção do tempo. Finalmente, eu olharei para o relógio e entrarei em pânico, porque minha esposa estava me esperando em casa a 15 minutos atrás, e eu começarei a apagar arquivos, a limpar o histórico de pesquisa, e fazer o que puder para me por de volta. Usarei todos os minutos da minha volta para casa para criar uma desculpa por estar atrasado.  Tentarei fazer uma cara boa, embora eu sei que a pornografia torna impossível uma conexão real. Normalmente, eu falharei miseravelmente e acabarei brigando com minha esposa em meus primeiros 30 minutos em casa.</p>
<p>Na quarta-feira, irei para o escritório assumindo o compromisso de não atender ao canto da sereia dos sites pornôs. Começarei pela manhã em oração, confessando o meu pecado e pedindo a Deus para me dar um novo começo. Eu responderei aos chamados telefônicos que eu ignorei na terça-feira e trabalharei diligentemente na minha aula do meio da semana. Eu farei tudo certo durante toda a manhã, mas quando a secretária for embora, a enfurecida batalha irá continuar novamente. A maioria das quartas-feiras eu ganharei, embora eu ainda sentirei a vergonha de terça-feira quando estarei diante de minha classe de estudos bíblicos.</p>
<p>Quinta-feira é normalmente um pesadelo, sexta-feira é dia de arrependimento. Vez após vez a sexta feira começa com uma oração regada a lágrimas implorando a misericórdia de Deus e prometendo que na próxima semana será diferente. Eu, então, luto para escrever o meu sermão. Nas manhãs de domingo eu chego ao edifício bem cedo para que eu possa pedir a Deus por um novo começo e terminar o meu sermão. Em pé no púlpito domingo após domingo, eu sempre ouvi a condenação interna: Quem é você para proclamar a Palavra santa de Deus? e O que pensariam se soubessem? Um domingo, Satanás me bateu durante todo o culto tão intensamente que durante a música antes da Ceia, eu pensei seriamente em não  participar.  Imagine o que seria se o pastor sentado na segunda fila recusasse a Ceia?</p>
<p>Felizmente, o que eu descrevi está a 12 anos atrás de mim. Suas raízes, no entanto, percorrem  todo o caminho de volta à minha infância. Eu ouvi alcoólatras dizendo que eram adictos desde o primeiro gole.. Eu entendo esse sentimento. Quando fui apresentado à pornografia em torno de 10 anos de idade, foi como jogar gasolina no fogo. As disfunções e negligências na minha família original deixaram-me  sofrendo e procurando maneiras de atenuar a dor. Eu aprendi muito rapidamente que o sexo é uma droga poderosa.</p>
<p>A anatomia da adicção</p>
<p>No início, eu compartilhei revistas com os amigos, peguei filmes eróticos na TV a cabo e, ocasionalmente, adquiri materiais mais explícitos. A minha luta escalou em meu último ano no colégio, quando eu percebi que parecia ter idade o suficiente para comprar pornografia. Isso é quando eu desenvolvi um ciclo de compulsão / purgação. Comprava uma revista, usava-a uma ou duas vezes e, em seguida (na primeira oportunidade de estar sozinho em casa) levá-la ao nosso barril de queima de lixo,  incendiá-la em um ritual de arrependimento.</p>
<p>O auge desse ciclo foi o dia que eu pus fogo em uma revista  e ela caiu dentro do tonel vazio, apagando a chama. Olhei para baixo no barril sabendo que eu não podia simplesmente deixá-la lá. Eu finalmente vesti uma  camisa velha, entrei até a metade do barril e recuperei a revista  para que eu pudesse acender o fogo novamente. Infelizmente, no tempo que levei para resgatar a revista, a minha convicção fraquejou e, em vez de queimar a revista, eu a devorei um pouco mais.</p>
<p>Esse ciclo de compulsão/purgação conduziu-me a um incrível senso de culpa e vergonha. Eu queria falar com  alguém, mas o terror de partilhar a minha vergonha me mantido em silêncio. O tempo todo, eu sinceramente amava a Deus e pedia-lhe que acabasse com a minha luta. Mas eu não pude encontrar a liberdade.</p>
<p>A graduação apresentou-me uma decisão importante. Eu sentia o chamado para o ministério desde o ensino fundamental. Alguns dias eu sentia que a minha luta com a adicção sexual desqualificava-me para o ministério. Outras vezes eu sentia que se eu fiz o compromisso de prosseguir com o plano de Deus para minha vida, ele acabaria com a luta. Finalmente eu fui para a faculdade teológica para me tornar um pastor. Minha adicção não desapareceu na escola. Mas mudou de forma. Eu raramente cedia à pornografia, mas a masturbação se tornou tão ritualística que eu não podia dormir sem ela. O ciclo era o mesmo: culpa, vergonha e arrependimento culminando com a promessa a Deus de nunca fazê-lo novamente.</p>
<p>Em meu segundo ano, convenci uma jovem e incrível mulher  a se casar comigo. Eu ingenuamente pensei que casar e ter relações sexuais com minha esposa resolveria o problema. Na verdade, piorou o problema, pois o medo de ser descoberto por aquela a quem eu mais amava me levou a níveis mais profundos de segredo. O sexo era bom, mas ele nunca foi bom o suficiente, porque eu nunca estava realmente lá. Eu sempre estava escondido em minha vergonha.</p>
<p>Eu mantive o problema a um &#8220;nível de manutenção&#8221; por muitos anos, só agindo com a pornografia quando minha esposa estava fora da cidade. Mesmo assim, eu não via mais o que consideram &#8220;pornô&#8221;, mas filmes “eróticos” com temas ou conteúdos sexuais. No entanto, quando eu comprei meu primeiro computador portátil com acesso à Internet, o problema explodiu. De repente eu não tinha o risco que alguém me reconhecesse. Eu poderia baixar o que eu quisesse na segurança e no anonimato da minha casa ou escritório.</p>
<p>Duas vezes confessei minha luta para minha esposa. Ambas as vezes ela sofreu muito, mas ela me perdoou e acreditou na minha promessa de mudar. Mas a minha vontade sempre foi de curta duração.</p>
<p>Eu queria desesperadamente  compartilhar minha luta com outra pessoa. Mas quem? Até agora, eu era o único pastor. Se eu confessasse a um dos meus presbíteros ou congregados, eu poderia perder meu emprego. Mais importante, eu deveria ser o guia espiritual para a minha comunidade de fé. O que dizer quando o &#8220;guia espiritual&#8221; é consumido pelo pecado e vergonha?</p>
<p>Em duas ocasiões, juntei a coragem de confessar a minha luta com um pastor do companheiro. Um deles disse: &#8220;Você sabe que é errado, então não faça mais isso&#8221;. O outro disse: &#8220;Eu estou  mais envolvido nisso do que você. Tudo o que podemos fazer é depender de Deus para o trabalho, apesar do nosso pecado.&#8221; Nenhuma   resposta oferecia muita esperança.</p>
<p>Em 1999, mudamos para uma igreja diferente. Foi mais difícil do que eu esperava. Saímos de uma igreja  orientada para a graça,  para uma que lutava e tinha pouca compreensão da verdadeira graça. Aparências externas eram especialmente importantes lá, então minha esposa e eu sentimos uma pressão enorme para sorrir e projetar uma imagem que &#8220;tudo é maravilhoso&#8221;</p>
<p>Isso aumentou minha insegurança. Pior ainda, meu casamento estava em apuros. Eu tinha me distanciado tanto de minha esposa e filha que elas escolheram viver uma boa vida sem mim. A forma como comemos nossas refeições ilustrava meu isolamento. Gostávamos de sentar à mesa do café da manhã com a minha filha de um lado, eu do outro, e minha esposa no meio, alimentando  nossa filha, de costas para mim.</p>
<p>Apesar de tudo isso, eu senti que  estava ganhando  controle sobre minha luta. Eu tinha prometido passar um ano sem ver pornografia. Eu imaginei que quando eu tivesse um ano atrás de mim, eu poderia falar com segurança de minha dependência no tempo passado e tudo estaria bem.</p>
<p>Então, eu amarelei. No entanto, uma maneira com a qual eu &#8220;controlava&#8221; a situação era usando a masturbação como a minha droga. Se minha esposa e eu não tínhamos sexo, eu simplesmente cuidava de mim. Eu ouvira cristãos &#8220;especialistas&#8221; dizerem que não há nada de intrinsecamente errado com a masturbação, pois não feria  ninguém. Eu não encontrei qualquer condenação direta da prática na Bíblia, então eu pensei que estava no caminho certo. No meu nevoeiro adicto, isso fazia sentido.</p>
<p>Poucos meses após a mudança, a minha mulher saiu da cidade, e eu mais uma vez exagerei. Fiquei arrasado além de qualquer descrição. Eu  pensei em suicídio. Imaginei se este não era o fim do meu casamento e meu ministério. Eu queria desesperadamente dizer a alguém. Senti-me envergonhado, sem valor e preso.</p>
<p>Esperança para a cura</p>
<p>Durante dois meses eu lutei para ter a coragem de dizer a minha esposa. Eu precisava dela para mudar a senha do filtro de Internet, ou eu iria voltar ao chiqueiro, assim que estivesse sozinho em casa. Mas, sinceramente, temia que desta vez ela iria embora e não voltaria. Pela graça de Deus, porém, disse-lhe e ela não saiu, mas nós sabíamos que tínhamos de encontrar uma resposta.</p>
<p>Na semana seguinte, fui a um retiro de pastores, onde um homem partilhou  sua luta com a pornografia e descreveu como ele encontrou a liberdade. Eu comecei a ler sobre o assunto. Juntamente com o testemunho de alguém que encontrou uma saída, este foi o início da minha recuperação.</p>
<p>Mas eu ainda estava sozinho. Depois do retiro, comecei pedindo a Deus para mandar alguém para seguir na jornada comigo, alguém com quem eu poderia confiar com segurança, alguém que também estava determinado a encontrar a vitória.</p>
<p>Pouco tempo depois, Deus enviou um jovem que confessou a sua luta com a pornografia para mim. Estou bastante certo de que ele recebeu a última coisa que esperava, quando eu respondi, &#8220;Eu acho que você é o único por quem eu tenho orado.&#8221; Ele olhou para mim em choque, eu continuei: &#8220;. Espero que você esteja pronto para ver os pés de barro do seu pastor &#8221; Eu então disse a ele minha história e sobre os recursos que eu tinha encontrado. Naquela manhã, combinamos de nos encontrarmos semanalmente, ligarmos um para o outro e usar o material que tínhamos. .</p>
<p>O que se seguiu foi o ano mais doloroso  da minha vida. Muitas noites eu ainda estava acordado às 3 da manhã, sentado no sofá da sala, perguntando a Deus quando a dor diminuiria. Na maioria das vezes eu não tinha idéia do que doía, eu só sabia que era insuportável. Minha mente não parava de gritar que ligasse o computador ou a tv, fazer qualquer coisa, para entorpecer a dor.  Mas eu aprendi que sempre que eu suportasse a dor o suficiente,  sempre descobriria que Deus era suficiente. Encontrar-me  com ele valia o esforço.</p>
<p>Meu casamento continuou a sofrer. Eu não estava olhando pornografia ou praticando o sexo a sós, , mas no meu cerne adicto, eu ainda acreditava que o sexo era como oxigênio, e que eu não poderia sobreviver sem ele. Como resultado, eu coloquei pressão incrível sobre minha esposa. As noites em que não tínhamos relações sexuais, principalmente as noites em que brigávamos, muitas vezes me mandavam ao sofá da sala, clamando a Deus.</p>
<p>Eu dancei na beirada muitas vezes, mas de alguma forma, pela graça de Deus, eu me recusei a ceder à atração poderosa. Mesmo que isso significasse  não dormir a noite toda, eu me recusei a ceder. Deus sempre encontrou uma maneira de me fazer passar pela  batalha. Dia após dia, ele me ensinou que ele poderia me fazer passar por qualquer coisa, que eu não era definido pelo meu pecado, mas pelo meu Salvador. Ele revelou o seu prazer em mim, mesmo quando eu me sentia uma confusão chorando no meu sofá. Ele me confortou e me mostrou que o que eu realmente precisava não era pornografia, um alívio sexual, ou até mesmo o corpo da minha esposa, mas Ele.</p>
<p>Eu segurei muitas coisas comigo durante esse primeiro ano, porque meu primeiro confidente era um homem jovem e solteiro de minha igreja. Vivi momentos de graça através dele, quando eu compartilhei o que pude. Mas eu também permiti freqüentemente que o meu papel como seu pastor me desse  a desculpa para não ser totalmente transparente. Felizmente, Deus começou a trazer outros homens em minha vida e me dar a coragem de partilhar mais completamente com eles.</p>
<p>Finalmente, eu contei minha história para um pastor da minha comunidade. Ele ofereceu outro vislumbre da graça e um segundo ponto de prestação de contas. Poucos meses depois, eu contei minha história para uma meia dúzia de pastores em um almoço. Descobri que toda vez que eu compartilhava  minha verdadeira luta com os outros, eu ficava mais forte e mais capaz de resistir à tentação.</p>
<p>Eu ainda acreditava que o sexo era como o oxigênio, e que eu não poderia sobreviver sem ele.</p>
<p>Eu me tornei um estudante da dependência sexual. Eu li tudo que pude encontrar, tanto seculares quanto cristãos. Eu li todos os livros de Patrick Carnes. Outros autores, como Mark Laaser, Schaumburg Harry, Douglas Weiss, Steve Arterburn, e Ted Roberts, colocaram meus sentimentos em palavras e me ajudaram a dar-me sentido a mim mesmo.  Muito do que eles descreveram ia além da minha experiência, no entanto eu me identificava com as pessoas em seus livros. Comecei a compilar estratégias específicas para andar longe do meu comportamento viciante. Todo livro insistia ser fundamental  compartilhar esta luta com os outros, o que confirmou a minha necessidade da comunidade de homens que Deus estava estabelecendo em torno de mim.</p>
<p>Mais tarde, em minha jornada selvagem, o livro de John Eldredge (“Coração Selvagem”) se tornou como água para uma alma sedenta. Comecei a aprender sobre a verdadeira maturidade, o que é preciso para passar de uma criança para ser um homem. Aprendi algumas coisas poderosas de nosso cérebro que deram  crédito ao que estávamos fazendo em nossos grupos de recuperação.</p>
<p>Por causa da obra milagrosa de Deus na minha vida, posso humildemente proclamar que tenho andado em liberdade (sem pornografia ou masturbação) por quase 11 anos. Agora eu sei que eu não tenho que voltar atrás nunca. Minha carne é certamente capaz de voltar, mas Deus tem me dado um coração redimido, que é mais forte que a minha carne. Deus continua a reconstruir o meu casamento, também. Minha esposa e eu gostamos de estar juntos, e Deus está nos mostrando a intimidade real e o tipo de alegria que ele pretende para o casamento. Felizmente, eu sou um testemunho vivo da capacidade de Deus de transformar, curar e libertar.</p>
<p>Lições aprendidas</p>
<p>Algumas das coisas importantes que Deus tem me ensinado por este processo:</p>
<p>1. Deus não nos criou para ser sozinhos. A coisa mais importante que eu fiz para começar a andar em liberdade era a coisa que  mais me aterrorizava: dizer aos outros a verdade sobre minha luta. O pecado, especialmente a escravidão sexual, é muito poderosa para se lutar sozinho. Nós encontramos o nosso caminho para a liberdade, quando começarmos a ser honestos com outros.</p>
<p>2. Devemos permitir que Deus use a nossa luta externa para nos mostrar os lugares feridos em   nosso coração. Eu aprendi que minha adicção era um sintoma de problemas mais profundos. Eu não gostava de meu pecado sexual, eu usei-o como um medicamento para entorpecer dores interiores.  Quando parei de tomar a medicação para a dor, eu tive que enfrentar muitas coisas dolorosas que atuavam durante toda a minha vida. Por exemplo, eu fui forçado a enfrentar memórias dolorosas sobre meu pai e ver as formas que eu tinha permitido que as dificuldades nesse relacionamento determinassem  os meus padrões de dependência.</p>
<p>Eu fui forçado a enfrentar a memória de um menino mais velho me pedindo para fazer sexo oral nele e ser abordado por um homem adulto, quando eu tinha sete anos. Estes encontros tiveram um impacto significativo. Recordar os acontecimentos e reconhecer as feridas foi intensamente doloroso.  Eu queria retirar-me para o conforto da pornografia. No entanto, como eu esperei por Deus, como eu me permiti chorar minha dor, eu senti o seu fluxo de poder de cura através de mim. Eu o ouvi falar a sua verdade em lugar das  mentiras de Satanás. Comecei a descobrir o que havia de bom em mim, que o Espírito de Deus estava trabalhando em e através de mim, e essa descoberta deu-me força e esperança para cada novo dia.</p>
<p>Eu também comecei a renunciar a votos de auto-proteção. Eu tinha me convencido disso: depende só de você, não deixe que ninguém veja sua fraqueza.” Abrir mão disso me deu liberdade para começar a pedir ajuda a outros ao invés de mantê-los a uma distância segura. Eu tinha prometido a mim mesmo,  “serei visto como bem-sucedido e significativo”. Eu abri mão disso também, o que me permitiu a liberdade de falhar e até mesmo de compartilhar minhas falhas com os outros. Isso abriu meu coração para perceber que mesmo que  eu perdesse meu emprego, mesmo se a minha igreja implodisse , mesmo que eu dirigisse um veículo que estivesse caindo aos pedaços, eu ainda era um filho amado do Rei dos Reis. Meu valor não era ligado à minha atuação. Eu descobrira minha identidade em Cristo.</p>
<p>3. Devemos estar dispostos a ver o verdadeiro impacto do nosso pecado nos outros. A escravidão sexual deixa a pessoa emocionalmente entorpecida e  indisponível aos que o rodeiam. Satanás usou a minha desconexão emocional para fazer incríveis danos ao coração e alma de minha esposa. Eu vejo isso repetidas várias vezes quando me encontro com novos casais. A dor  que o pecado de um marido leva à  sua esposa é profunda.</p>
<p>Uma mulher compartilhou sua história de crescer com um pai alcoólatra e de ter sido estuprada quando era um adolescente. Quando ela descreveu o dia em que encontrou o marido olhando  pornografia no computador, ela caiu em lágrimas dizendo: &#8220;Isso dói muito mais do que ser estuprada.&#8221; Meu coração se partiu por ela, por  minha esposa, e por cada mulher naquele dia.</p>
<p>Alguns homens custam a entender como essa dor pode se comparar com o trauma do estupro. Como eu entendo, Deus projetou a intimidade sexual para criar uma ligação primária relacional. Na verdade, o verbo Paulo usa em Efésios 5:31 para &#8220;unir&#8221; pode ser traduzida literalmente como &#8220;colar junto&#8221;. Corações colados não se separam sem dor. Pornografia  separa o sexo do amor, e tal separação causa a dor da traição e da distância emocional.</p>
<p>A dor também é intensa porque  qualquer ferida sexual e relacional não cicatrizadas que sua esposa possa ter antes dela descobrir o seu pecado, voltam naturalmente como enxurrada no momento da descoberta. Ela sente a traição e a dor não tratadas de seu passado. Naquele  momento, porém, esses conteúdos se misturaram e tudo o que ela pode ver é a sua traição. Você a feriu onde ela já estava profundamente ferida. Porém, não use isso como uma desculpa para não ser transparente com sua esposa. A divulgação será dolorosa, mas a verdadeira fonte da dor é o que você fez, não lhe dizendo a verdade.</p>
<p>4. Deus pode resgatar a nossa dependência ao  trazer glória para si mesmo,  bênçãos a nossas vidas, e encorajamento para outros. Eu nunca esquecerei o que ouvi minha esposa orar: &#8220;Senhor, obrigado por sua adicção e pela jornada de recuperação em que nos colocou.&#8221; Havia muitos lugares quebrados em nossos corações que não teríamos enfrentado se a minha luta não tivesse sido tão abominável para nós. Afinal de contas, no ministério, ser um trabalhador compulsivo é geralmente recompensado. No entanto, porque eu odiava o meu pecado particular e tive um vislumbre do quanto ele esmagou minha mulher, eu estava disposto a fazer o que fosse necessário para encontrar a recuperação.</p>
<p>Felizmente, Deus continua a utilizar a nossa jornada de recuperação para nos equipar para ministrar aos indivíduos e casais no caminho da recuperação. Vimos vidas transformadas e os casamentos ressuscitados, o nosso primeiro, e depois muitos outros. Ela coloca Romanos 8:28 sob uma luz nova e surpreendente.</p>
<p>Não, o caminho da recuperação e cura não será fácil. Mas eu posso honestamente dizer que não há comparação entre a vida na prisão e a vida em liberdade.</p>
<p>Darrell Brazell é pastor e diretor de ministérios de recuperação Nova Esperança Fellowship em Lawrence, Kansas.</p>
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		<title>Como levar o dependente a pedir ajuda</title>
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		<pubDate>Sat, 25 Jun 2011 22:08:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Barcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[A principal dificuldade em convencer um dependente químico de que ele precisa de tratamento para a dependência química e outras adicções é que frequentemente um dependente acredita que pode usar com segurança ou continuar com seu comportamento sem problema. Uma &#8230; <a href="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/?p=122">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-212" href="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/?attachment_id=212"><img class="alignleft size-medium wp-image-212" title="27_confrontation" src="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/wp-content/uploads/2011/06/27_confrontation1-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>A principal dificuldade em convencer um dependente químico de que ele precisa de tratamento para a dependência química e outras adicções é que frequentemente um dependente acredita que pode usar com segurança ou continuar com seu comportamento sem problema. <span id="more-122"></span></p>
<p>Uma pessoa nunca abre mão dessa ideia, e como resultado, existe a morte física, algumas mortes mentais e algumas espirituais. Para muitos, uma intervenção é a única maneira de salvar a sua vida. Intervenções por conta do uso de química (álcool e outras drogas e remédios prescritos) na qual as famílias e outras pessoas (empregadores, associados, amigos, etc.) participam pode ajudar a quebrar a negação quanto à adicção.</p>
<p>O dependente sofre muito com sua doença. Suas emoções vão a extremos. Seus sentimentos ou são poderosos e insuportáveis, ou são ausentes e confusos. A adicção demonstra uma inabilidade em controlar a sua vida. Essas pessoas oscilam entre perder o controle do seu comportamento compulsivo, e frequentemente no mesmo momento, eles praticam múltiplas e variadas tentativas para conseguir e manter o controle. Drogas (incluindo o álcool) são irresistíveis por que inicialmente funcionam; mas posteriormente, devido à tolerância física e à progressiva diminuição das capacidades psicológicas, as tentativas de autocorreção falham. O suicídio frequentemente torna-se uma alternativa fatal.</p>
<p>Os adictos só procuram ajuda não porque eles viram a luz, mas por que sentiram o calor. Algumas vezes vem junto uma crise que muda o adicto. Então se torna urgente a reação para aceitar ajuda, antes que continue com as drogas. Esta reação é a intervenção. A maioria das intervenções é feita quando acontece um conjunto de tragédia pessoal, tanto para o alcoólatra como para sua família. Os exemplos incluem a ruína financeira, divórcio, prisão, abuso ou negligência dos filhos, cirrose, um surto psicótico e finalmente a morte. Quando se trata de saúde mental, normalmente alguém se torna perigoso para consigo mesmo e para outros.</p>
<p>Por que muitos empregadores, familiares, e profissionais não têm consciência de sua colusão com a pessoa dependente? Por que a resistência entre os familiares e muitos profissionais que conhecem mais sobre adicções? Por que não ajudar a subir o poço do dependente químico?</p>
<p>Atualmente o tratamento de dependência química tem sido mais eficiente, de tal forma que pessoas que participam de um tratamento correto têm grande chance de parar com abuso de álcool e outras drogas. Pode continuar mantendo seu emprego, melhorar o seu funcionamento social e interpessoal, melhorar seu estado físico de saúde.</p>
<p>Uma boa intervenção deve estar baseada numa abordagem psicoterapêutica saudável, informações educacionais e princípios espirituais que formam um conjunto de suporte para as tomadas de decisão necessárias para o início da recuperação. Demandam um trabalho sistemático com a família e associados, porque as intervenções não são sempre aceitas emocionalmente e nem as pessoas estão prontas para o trabalho. No entanto uma condução adequada da intervenção pode abrir caminho para uma mudança radical no sistema familiar.</p>
<p>Na verdade, as famílias e mesmo associados com pouco ou nenhum treinamento em intervenções, costumam fazê-las com resultado negativo. Isto porque não conseguem perceber que eles estão em colusão com o dependente químico.<br />
Intervenções bem conduzidas são uma ferramenta poderosa no tratamento da dependência química. Elas geralmente têm algumas características em comum:</p>
<p>INCLUEM UM INTERVENTOR PROFISSIONAL:</p>
<p>Profissionais sabem o que funciona, estão habituados com as últimas técnicas e podem dar aos familiares assustados e ansiosos uma clara compreensão do que esperar antes, durante e depois da intervenção. Esta perspectiva pode ser valiosa quando emoções fortes, muitas reprimidas por anos a fio, vêm à superfície. O intervencionista é capaz de ajudar as famílias a ouvir o outro de uma forma muito mais efetiva do que eles conseguiam anteriormente, o que é crucial nessa situação altamente emocional.</p>
<p>ELAS SÃO PREPARADAS CUIDADOSAMENTE</p>
<p>Uma cuidadosa preparação por antecipação é crítica. Ela inclui entrevistas com os membros familiares com o intervencionista para determinar se o problema realmente existe e quais os membros da família que querem participar. A preparação também envolve escolha de um tempo do dia quando o adicto estará mais receptivo, o desenvolvimento de listas escritas dos eventos específicos que afetaram cada membro da família e de um ensaio para praticar o está envolvido no confronto do alcoólatra ou adicto diretamente. Finalmente, a equipe prepara por antecipação a admissão em um centro de tratamento, tomando cuidado de todos os detalhes de internação e estabelecendo a ocasião da intervenção para quando a vaga estiver disponível, se for o caso.</p>
<p>ELAS INCLUEM LIMITES NÃO NEGOCIÁVEIS</p>
<p>Alcoólatras e adictos são altamente manipuladores e quase sempre tentando confundir a questão sendo discutida, negam a realidade, enfurecem-se quando sua adicção é ameaçada, tendo a raiva, ameaças e intimidação como último recurso. Isso significa que os membros familiares e amigos devem estar convictos a respeito de seus limites e das consequências reais que acontecerão se o abuso do álcool e drogas continuar. Algumas vezes significa a separação da esposa e filhos, a perda do trabalho. Seja o que for isso deve ser claramente definido e mais que apenas uma ameaça em ponto morto. Nada faz fracassar mais rápido uma intervenção quanto um cônjuge ou empregador que dá ao adicto mais uma chance.</p>
<p>ELAS SÃO UMA SURPRESA</p>
<p>É extremamente importante que ninguém &#8220;vaze&#8221; a informação ao dependente químico que uma intervenção está sendo planejada. Isto acontece algumas vezes quando um membro da família sente culpa por alguma coisa que esteja sendo feito por trás das costas do seu familiar. É preciso cuidado extremo, e frequentemente feita como último recurso por pessoas interessadas no bem estar do alcoólatra. Durante a intervenção, o dependente químico costuma reclamar que o enganaram, depois ele começa a perceber que sendo o último a saber foi provavelmente o melhor. A surpresa é necessária para que o dependente químico não tenha a oportunidade de planejar uma defesa.</p>
<p>Certa esposa preparou duas malas antes da intervenção: uma para o seu marido levar ao centro de tratamento, e uma para ela. Quando ele se recusou a ir para a internação viu com total descrença, sua esposa pegar a sua mala e sair pela porta afora. Ele hesitou, depois correu atrás dela quando viu que ela falava sério. Foi a tratamento no mesmo dia.</p>
<p>ELAS SÃO FEITAS POR PESSOAS A QUEM O DEPENDENTE QUÍMICO RESPEITA</p>
<p>As pessoas que farão a intervenção devem ser aquelas que o adicto respeita. Isso aumenta a chance de que ele consiga ouvir a informação difícil a respeito dos danos causados pela dependência química.</p>
<p>ELAS SÃO CONDUZIDAS POR PESSOAS PREPARADAS PARA A RETALIAÇÃO EMOCIONAL</p>
<p>As semanas seguintes a uma intervenção podem ser muitos difíceis para todo mundo envolvido. Esta é a razão por que o abuso de álcool e drogas frequentemente continua por muito tempo. Os familiares e amigos que fazem a intervenção devem esperar um período de retraimento, raiva, e devem estar prontos para pedir apoio extra para as pessoas à sua volta.</p>
<p>ELAS SÃO COMPASSIVAS</p>
<p>A intervenção é feita por pessoas que amam o dependente o suficiente para o confrontarem honestamente a respeito de um problema muito sério. Enquanto altos níveis de medo, raiva, frustração e ressentimentos são parte da família de um alcoólatra ou dependente químico (e que frequentemente explode durante a intervenção) a intervenção é motivada pela preocupação com o dependente. Um intervencionista profissional pode ajudar a manter o grupo focado nesse fato durante cada passo do processo.</p>
<p>Pode haver algum medo de que haja algum tipo de violência durante o processo de intervenção &#8211; especialmente verdade seu pessoas costuma carregar armas (como muitos traficantes). Isso pode ser evitado escolhendo-se pessoas a quem o adicto respeite e se preocupam com ele. Muitas vezes o interventor é ameaçado, mas isso costuma não passar de pressão. É evidente que isso exige um senso crítico da parte do intervencionista e dos outros envolvidos determinando a segurança necessária.</p>
<p>É importante perceber que a intervenção sempre dá resultado até um ponto, mesmo quando o dependente ou o alcoólico não aceita o tratamento, a intervenção sempre dá resultado até certo ponto. Os abusadores não conseguem negar por muito tempo que eles têm ferido pessoas de seu relacionamento ou dizer que eles não sabiam que tinham o problema. Algumas vezes o adicto recusa o tratamento e o abandonará- geralmente contando que alguém mais que suporte para o seu comportamento adictivo imaginando que o restante da família continuará com suas próprias vidas. Seja o que acontecer, uma intervenção rompe o silêncio. Esperançosamente, este é o primeiro passo na recuperação da família.</p>
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		<title>Silêncio Transformador A Dimensão Contemplativa do Evangelho</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Jun 2011 11:07:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Barcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Oração]]></category>

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		<description><![CDATA[Exercício de Recolhimento &#8211; Instruções práticas A oração contemplativa pertence à história sagrada primitiva, tendo sido incorporada pelo Cristianismo e nada tem a ver com algumas especulações modernas que pretendem ter a verdade (p.ex.: Meditação Transcendental, Nova Era). &#160; Se &#8230; <a href="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/?p=65">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a rel="attachment wp-att-192" href="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/?attachment_id=192"><img class="alignleft size-medium wp-image-192" title="meditation" src="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/wp-content/uploads/2011/06/meditation-300x200.jpg" alt="" width="300" height="200" /></a>Exercício de Recolhimento &#8211; Instruções práticas</p>
<p>A oração contemplativa pertence à história sagrada primitiva, tendo sido incorporada pelo Cristianismo</p>
<p><span id="more-65"></span></p>
<p>e nada tem a ver com algumas especulações modernas que pretendem ter a verdade (p.ex.: Meditação Transcendental, Nova Era).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Se atentarmos cuidadosamente para a narração bíblica, observaremos que desde o Antigo Testamento o silêncio contemplativo era constantemente praticado pelos homens e mulheres que tinham um contacto pessoal com Deus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O objetivo destas instruções não é o de substituir todas as outras formas de oração e nem têm a pretensão de ser a última palavra em oração contemplativa. Apenas procuram colocar certa ordem e regularidade ao exercício da oração contemplativa. No entanto, ajudam a colocar todas as outras formas de oração em uma nova perspectiva. Além disso, procuram ajudar a reduzir os obstáculos comuns ao exercício da contemplação e preparar nossas faculdades humanas para a prática do recolhimento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O recolhimento é o centramento de nossa atenção na presença de Deus em nosso espírito, desenvolvendo tanto a consciência clara da vida espiritual como o crescimento do homem interior, criando as condições para que se produza frutos positivos em nossas vidas. Em outras formas de oração, a atenção é voltada para fora, para formas intelectuais e formais de oração, na busca da manifestação de Deus em outras pessoas ou circunstâncias e utilizando recursos que, ainda que válidos para esse tipo de oração, no promovem o recolhimento necessário à oração contemplativa.</p>
<p>O objetivo principal destas instruções é desligar o fluxo normal dos pensamentos, alterando assim nosso modo habitual de pensar em nós mesmos e de olhar o mundo, e instalar um estado de recolhimento e silêncio interior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>As sugestões</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1. Escolha um local onde sabe que poderá permanecer sem quaisquer interrupções exteriores. Escolha também, antecipadamente, um texto bíblico sobre o qual deseje meditar. No entanto, não utilize o texto neste momento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2. Sente-se confortavelmente, de preferência em uma cadeira de espaldar reto e com os dois pés apoiados totalmente no chão. Feche seus olhos. Metade do mundo desaparecerá porque, geralmente, pensamos naquilo que vemos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3. A fim de reduzir o fluxo usual de pensamentos, inicie o exercício de recolhimento, seguindo estes passos:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A) Inspire e expire o mais lenta e longamente possível. Ao fim do movimento de expiração conte 1 de forma suave. Volte a inspirar e expirar. Ao fim do segundo movimento, conte 2 e assim sucessivamente até 15.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>B) A cada 3-5 movimentos respiratórios completos, introduza a palavra sagrada em sua imaginação tão gentilmente como se você estivesse colocando uma pena em um pedaço de algodão. A palavra sagrada é uma palavra ou frase que você utilizará para centrar sua atenção em seu interior. Aqui estão algumas sugestões:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>· Senhor Jesus Cristo, tem misericórdia de mim.</p>
<p>· Senhor Jesus, venha em meu auxílio.</p>
<p>· Habite em meu amor.</p>
<p>· Eu pertenço a ti, ó Senhor.</p>
<p>· Espírito de Cristo, santifica-me.</p>
<p>· Tome, Senhor, e receba tudo o que tenho.</p>
<p>· Abençoe, Senhor, minha alma.</p>
<p>· Abra meu coração para teu amor.</p>
<p>· Senhor, eu dou-me a ti.</p>
<p>· Meu Senhor e meu Deus.</p>
<p>· Senhor, aumente minha fé.</p>
<p>· Não minha vontade, mas a tua seja feita.</p>
<p>· Venha teu reino, tua vontade seja feita.</p>
<p>· Jesus, minha luz e meu amor.</p>
<p>· Possa meu ser louvá-lo, Senhor.</p>
<p>· Jesus, minha luz e meu amor.</p>
<p>· Nossa ajuda é no nome do Senhor.</p>
<p>· Santo Espírito, ore em mim.</p>
<p>· Senhor, faça tudo o que desejardes.</p>
<p>· Fala, Senhor, teu servo ouve.</p>
<p>· Deus de minha angústia (ou qualquer outro sentimento que o perturbe).</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>C) Mantenha a palavra sagrada na forma em que a escolheu em sua mente, mas não a repita continuamente. Volte a ela apenas quando perceber que algum outro pensamento está levando-o para longe e tirando-o do seu recolhimento. A efetividade dessa oração não depende de quão distintamente ou quão freqüentemente você diz a palavra sagrada, mas da gentileza com que você a introduz em sua imaginação no começo e na rapidez com que você retorna a ela quando for levado para longe por qualquer outro pensamento.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>D) Pensamentos são uma parte inevitável no processo do recolhimento. Nosso cérebro não aceita o vácuo. Imagens, memórias, sentimentos, impressões são tipos de pensamentos que surgirão e não será de nenhum proveito tentar evitá-los. Forçá-los para fora de nossas mentes é outro pensamento. Querendo agir assim, você não conseguirá livrar-se deles. Deixe-os vir e deixe-os ir. Apenas não preste atenção a eles.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E) O recolhimento é um método para dirigir nossa atenção do particular para o geral, do concreto para a falta de forma, para que onde esteja o vazio e a falta de forma seja criado o que o Senhor desejar criar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>F) A palavra sagrada é um pensamento simples que se pensa a um nível mais profundo de percepção. A palavra em seus lábios é exterior e não faz parte do recolhimento. O pensamento em sua imaginação é interior: a palavra sagrada é a manifestação de seu mais profundo desejo. Somente quando passarmos para além da palavra para a consciência pura é que o processo de recolhimento está completo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4. Quando perceber que seu espírito já se aquietou o suficiente, ou seja, quando o fluxo de pensamentos já deixou de chamar tanto sua atenção, gentilmente tome sua Bíblia e leia vagarosamente o texto escolhido. Apenas leia, sem preocupações outras que a leitura. Você notará que um texto chamará sua atenção de forma distinta dos outros textos. Pare, repita a leitura desse texto por três vezes, pausadamente, sem pressa. Deixe sua Bíblia de lado, volte ao silêncio, e deixe que o texto permaneça como que “pairando” dentro de você.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5. Esse período deve ser de mais ou menos 20 minutos. Se você dispuser de um relógio que possua um “timer” (o que conta o tempo regressivamente), calibre-o para esses 20 minutos e esqueça o relógio.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6. Após esse período de 20 minutos faça anotações sobre a experiência, o que aconteceu, o que você percebeu. Aí é o momento de registrar suas impressões e descobertas pessoais. Este passará a ser seu livro de meditações.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Os cinco tipos de pensamentos mais comuns</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há cinco tipos de pensamentos que mais comumente surgem durante o período de recolhimento. A resposta apropriada a cada um deles determinará se conseguiremos aquietar nossas mentes ou não.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>1.° – O “catar algodão” da imaginação. </em></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>São pensamentos superficiais que a imaginação produz continuamente por causa de sua propensão natural de movimento perpétuo. Apenas aceite-os e não preste nenhuma atenção indevida a eles. Imagine duas pessoas conversando em uma sala. O barulho da rua que entra através da janela não desvia a atenção de sua conversa porque ambos prestam atenção um no outro. Algumas vezes estão tão envolvidos nesse diálogo que nem notam mais o barulho. Em algumas ocasiões as buzinas poderão distraí-los, mas apenas momentaneamente e imediatamente retornam à conversa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>2.° – Pensamentos com uma atração emocional associada</em></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>É como se alguma coisa diferente estivesse acontecendo na rua. Como um frear repentino e uma gritaria a seguir. Esse é o tipo de pensamento que solicita um reação, pois está carregado de emoção. Quando tal acontecer, retorne gentilmente à palavra sagrada. Não fique aborrecido consigo mesmo, cobrando-se pela distração, pois isso, por sua vez, é um pensamento também carregado emocionalmente e provocará o resultado contrário, afastando-o mais ainda do recolhimento e do silêncio interior.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>3.° </em></strong>- <strong><em>Percepções racionais e avanços psicológicos</em></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Costumam aparecer quando conseguimos um profundo nível de paz e silêncio interior. Algo surge diante de nós como uma brilhante percepção teológica e uma maravilhosa percepção psicológica a respeito de nós mesmos. Nossa reação natural é querer gastar um momento para ter certeza de que nos lembraremos dessas percepções fantásticas. Se cedermos a esse apelo, sairemos rapidamente do recolhimento. O que for realmente importante, porém, não será esquecido, e posteriormente poderemos anotar o que percebemos. Neste momento, não cedamos a esse impulso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A oração contemplativa, para ter seus efeitos adequados, precisa de uma autonegação bastante íntima, uma negação daquilo a que nós estamos mais presos: os nossos pensamentos e sentimentos mais íntimos e a fonte de onde eles surgem, ou seja, a programação emocional que desenvolvemos e nossas concepções inadequadas a respeito da realidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><em>4.° – Auto-reflexão</em></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Durante o processo de entrarmos em silêncio através do recolhimento, pode aparecer o desejo de refletir no que está acontecendo, qualquer coisa como: “finalmente, estou chegando em algum lugar”; ou “este sentimento é maravilhoso!”; ou ainda “se puder fazer uma nota mental de como cheguei até aqui, poderei voltar mais tarde e fazer o que quiser”. Esses são exemplos daquele tipo de pensamento. Novamente é oferecida uma escolha a você: se refletir no que está acontecendo, sairá do recolhimento. Se abrir mão da reflexão, entrará em um silêncio interior mais profundo. Saindo do recolhimento, terá que recomeçar tudo de novo. É até possível que no início haja uma grande quantidade de reinícios.</p>
<p>A reflexão é um passo atrás nesta experiência, pois assim que começar a refletir nela, ela desaparecerá. A reflexão no silêncio é uma tentativa de tomar posse dele, e é uma contradição, pois o silêncio exclui a reflexão. Não somos nós que devemos tomar posse do silêncio, mas o silêncio é que deve tomar posse de nós. Se tentarmos a reflexão, o silêncio estará perdido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A tendência em refletir é uma das maiores dificuldades com a oração contemplativa. Queremos saborear o momento de pura alegria e experiência. Queremos refletir nos momentos de paz profunda a fim de tirar todo o proveito que possamos ter. Não há nada de errado em si com esse desejo. No entanto, ainda não teremos chegado à experiência plena de contemplação . Se abrirmos mão desse desejo, passaremos a um nível novo de liberdade, até aqui desconhecido para nós.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A presença de Deus é como o ar que respiramos. Podemos utilizá-lo e por ele viver. No entanto, não podemos segurá-lo nem tomar posse dele. A oração contemplativa promove profunda comunhão com o Espírito de Deus. Nosso desejo possessivo quer agarrar-se firmemente àquilo que é prazeroso. E nada é mais prazeroso que a Presença divina, pois ela traz um profundo sentimento de segurança e tranqüilidade. No entanto, a presença de Deus não responde à ganância. Ela está totalmente disponível, mas com a condição de que a aceitemos livremente e não tentemos tomar posse dela.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Praticar a oração contemplativa é aprender a auto-rendição. Só conseguiremos ser plenos do Espírito de Deus à medida que aprendermos a não ser possessivos quanto à sua presença em nós. É Ele quem decide quando vir e quando ir e nada do que fizermos mudará isso. Insistir é perder. Se, nesta oração você puder superar o hábito de refletir no que está acontecendo, terá paz sem pensar nela. Então você terá aprendido como retê-la.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5.°) <strong><em>Transformação Interior</em></strong>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O efeito transformador do silêncio é resultante de qualquer forma de meditação que transcenda o pensamento. O silêncio permite superar um dos mecanismos de defesa psicológicos mais resistentes, que é a racionalização. Pensar não dói, sentir dói. Para não sofrermos, tendemos a tratar das emoções de forma racional. O silêncio capacita o organismo a liberar tensões profundamente enraizadas em forma de estruturas de pensamentos. Quando praticamos a oração contemplativa, as emoções têm liberdade de aflorar. Geralmente apresentam-se como pensamentos com uma certa força ou carga emocional. Suas manifestações poderão ser medo, raiva, tristeza, depressão de variadas intensidades, sem qualquer relação com o passado recente. Mais uma vez, a maneira de liberar-nos desses pensamentos é retornar à palavra sagrada e repeti-la suavemente, reconduzindo nossa atenção para o interior, onde esses movimentos psicológicos profundos estão ocorrendo. É ali que a graça de Deus deve ser aplicada, para que a transformação ocorra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Através desse processo, o material psicológico indigesto de toda uma vida é gradualmente evacuado, o investimento emocional da primeira infância em programas de felicidade baseados nos impulsos instintuais é desmontado, e nosso ego distorcido é transformado.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Assim que aceitamos os pensamentos não apenas como parte inevitável mas também como uma parte integral do processo de cura e crescimento iniciado por Deus, teremos uma visão positiva deles. Eles são como que bóias que trazem à superfície os detritos jogados para dentro de nosso inconsciente pelos nossos mecanismos de defesa. Os detritos são os conteúdos danificados que impedem nosso desenvolvimento pessoal. Em vez de olhar para os pensamentos como distrações penosas, podemos integrá-los a uma perspectiva mais ampla, que inclui tanto o silêncio interior como os próprios pensamentos, talvez indesejados em um certo momento, mas que são tão valiosos para a purificação como os momentos de profunda tranqüilidade.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O descanso em Deus</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>À medida que nos aquietamos e vamos aprendendo mais com o silêncio interior descobriremos que haverá um momento em que também a palavra sagrada desaparece e não há mais pensamentos. Repetir a palavra sagrada será uma perturbação e sentiremos que ela, então, é desnecessária. Quando voltarmos à consciência, perceberemos, surpresos, que estivemos em algum lugar, e que nossa consciência objetiva desligara-se e o tempo passou como que em um estalar de dedos. Teremos descoberto o lugar de descanso em Deus.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A experiência do silêncio interior é o mesmo que descansar em Deus. Ela está para além dos pensamentos, imagens e emoções. Estar nessa dimensão profunda desperta a consciência de que somos amados profundamente por Deus, que nos garante a eternidade divina. Este é o descanso que toda alma humana busca ansiosamente. E ele só é alcançado pela simples aceitação em silêncio, pois qualquer esforço para obtê-lo é um pensamento e se isso ocorrer, perdemos o silêncio e o descanso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Conclusão</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O fundamental que se deve ter em mente ao praticar a oração contemplativa é o seguinte: não resista ao pensamento, não se prenda a qualquer pensamento, não reaja emocionalmente a qualquer pensamento. Seja qual for a imagem, sentimento, reflexão ou experiência que atraia sua atenção, retorne à palavra sagrada.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A única forma de avaliar se a experiência tem tido bom sucesso é a longo prazo, e não pela quantidade de sentimentos agradáveis que tenhamos experimentado. Se ao longo dos dias percebermos que estamos em paz, humildade e em amor para com todos, então podemos aceitar que os resultados tem sido positivos. A mais garantida prova do efeito da oração contemplativa está no aumento da sensibilidade para com as outras pessoas que entram em contacto conosco, para além dos aspectos superficiais de status social, raça, nacionalidade, religião e características pessoais. A percepção de que no outro, seja ele quem for, está presente a imagem de Deus torna-se aguda. Isto acrescentará uma dimensão totalmente nova tanto nos relacionamentos interpessoais como no relacionamento com Deus. A conseqüência prática é que toda a nossa realidade ganhará vida nova, mesmo as tarefas mais rotineiras e aborrecidas de nosso dia a dia. Teremos uma consciência da presença de Deus através e além de todas as coisas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Na oração contemplativa nós nos deparamos com a mais fundamental das questões humanas: “Quem és tu, Senhor?” e em silêncio, esperamos pela resposta que o Senhor nos dará.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Mantendo um Diário Pessoal</p>
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<p>Uma das primeiras instruções que Deus deu a Moisés depois do Êxodo foi “escreva essas coisas em um livro” . A recordação dos poderosos atos de Deus era um elemento essencial para sustentar a visão que o povo tinha de Deus. O a respeito de nossas “histórias sagradas”? Um diário pessoal é uma ferramenta valiosa para a preservação das obras de Deus e das aplicações de sua verdade em nossas vidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A vibração das descobertas é um presente de Deus para nós. Porque perdermos as iluminadas respostas de Deus às nossas orações, como se fossem escritas nas areias da praia? Guarde-as no papel, e não na memória. Podemos registrar nossos pedidos e suas respostas, nossos problemas e dores, nossas esperanças e planos para o futuro. Cada um de nós poderá experimentar a alegria de descobrir sua própria maneira de registrar suas descobertas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Benefícios Pessoais</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um diário nos dá percepções a propósito de nosso próprio crescimento. Nossa confiança com líderes cristãos vem do conhecimento de onde temos estado e de como Deus está nos dirigindo. Em sua obra <em>“Confissões”</em> Sto. Agostinho escreveu, “Eu quero me lembrar de minhas impurezas passadas e das corrupções carnais de minha alma, não porque eu as ame, mas para que eu possa amá-lo, meu Deus… que o amargor seja substituído pela Tua doçura.” Assim que refletirmos sobre nossa peregrinação espiritual, nós ganhamos compreensão da dinâmica da vida espiritual: os obstáculos, as crises previsíveis, as dúvidas, e os meios da graça para superá-los a todos. A preservação dessas percepções e a memória da fidelidade de Deus promove uma atitude de louvor e gratidão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um diário ajuda-nos a clarificar nossas prioridades. A vida sempre parece estar pelo menos um ou dois passos à nossa frente. É fácil perder o controle. Nosso diário permite que abramos o cadeado da armadilha do tempo. Nossas reflexões nos capacitam a separar o que é importante. Os compromissos que nos assolam e nos sobrecarregam perdem um pouco de sua urgência à luz de nossos valores e alvos mais básicos. Por outro lado, uma percepção clara das questões importantes despertam uma nova resolução para prosseguirmos adiante.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um diário também ajuda a resolver problemas. Conflitos e desapontamentos fazem parte da liderança. O líder é freqüentemente colocado em posições solitárias, sem ter a ninguém a quem procurar para orientação. Escrever cristaliza as questões. Assim que a poeira assenta e os detalhes específicos se tornam mais claros, a oração e a reflexão cuidadosa freqüentemente abrem um caminho à reconciliação e progresso.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Benefícios ao Ministério</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um diário estimula confiabilidade. Um dos espinhos mais doloridos da liderança cristã é a discrepância entre o que nós falamos e como nós andamos. À medida que nos disciplinamos àquilo a que os Puritanos se referiram como “a auto-vigilância do diário”, nós constantemente restabelecemos nosso curso para andar segundo o modo de Cristo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um diário nos conduz à autenticidade, a habilidade e o desejo de permitir que outros entrem no lar de nossos corações. Isso significa que colocamos de lado o privilégio do pedestal pelo prêmio de sermos realmente conhecidos. Honestidade em um diário gera a coragem de estar abertos e vulneráveis nos relacionamentos. Pessoas podem ouvir e responder melhor às pessoas que são companheiros de viagem. Respeito e um ouvido pronto são dados àquele que compreende a partir de sua própria experiência os sinais e as pedras soltas da trilha.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um diário sensibiliza-nos para as dores dos outros; ele desenvolve empatia. Certa vez uma mãe perguntou a seu filho de dez anos: “o que é empatia?”. O pequeno garoto respondeu: “Empatia é a sua dor em meu coração”. As lutas humanas são democráticas. A dor, a dúvida, a frustração e a ansiedade que sentimos não comuns a todos. Essa percepção nos capacita a providenciar apoio genuíno enquanto aconselhamos e conduzimos outros à plenitude em Cristo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Uma fonte fresca e vital de ministério brota da criatividade, outro benefício da manutenção de um diário. Jesus era criativo em sua pregação, ensino e cura. A verdade passava através do prisma de sua vida e explodia em um espectro de aplicações. À medida que aprendemos a confiar em nossas percepções, um poder criativo cria momento; idéias começam a empurrar-se a si mesmas para dentro de nossa consciência. Freqüentemente, as sementes de um sermão ou de uma ação particular são plantadas quando nós cavamos o chão com um diário.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Escreva-o</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Quando tivermos uma resposta de oração, uma experiência eletrizante em comunhão, uma percepção das Escrituras, escrevamos isso. Teremos uma nova apreciação a propósito da atividade de Deus em nossas vidas.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Um diário é também uma ferramenta no aconselhamento. Quando as pessoas não tiverem clareza quanto à vontade de Deus, ou em dificuldades com um problema em particular, uma excelente sugestão é que, em atitude de oração falem disso a Deus escrevendo em seu diário. Isso permite que percebam como a mão de Deus está atuando, aparando as arestas e polindo o nosso caráter.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sugestões para a manutenção de um diário</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Não há uma forma certa ou errada de se escrever um diário. O princípio básico é: ele me ajuda a compreender melhor ao Senhor, a mim mesmo e aos outros? Aqui estão sete sugestões que o ajudarão a desenvolver seu próprio estilo:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>1. Escreva sempre depois do período de contemplação e perceba como o Espírito Santo o conduz a escrever. O Senhor terá pesquisado nosso coração e nos dirigirá para as questões que realmente são importantes.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>2. Trabalhe com sentimentos e percepções. O diário não deve ser uma crônica de datas e eventos. A coisa importante é como você se sente, e o que percebeu em um momento particular.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>3. Confie em suas próprias percepções. Se elas estiverem erradas, isso se tornará aparente no processo de escrever. Um senso próprio de independência e autoridade pessoal é saudável. Afinal de contas, além do Espírito Santo, que é a melhor autoridade a respeito de nós que nós mesmos?</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>4. Escreva qualquer coisa. Sinta-se completamente livre em seu diário. Escreva-o apenas para seus olhos, não para impressionar alguém que possa algum dia lê-lo. Ele é privado; ninguém está olhando por sobre seus ombros. Você está livre para ir com Deus andar pelo gramado de sua alma: arrastar-se, saltar, correr, rolar.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>5. Seja honesto. Não engane a si mesmo com uma conversa piedosa. Se você se sentir horrível, diga-o. Nós somos livres para sermos honestos porque tem sido dito: “Aquele que me conhece melhor, ama-me mais”. Em honestidade, nós veremos tanto o lado escuro como o lado claro de nossas almas. O ponto é aceitar ambos e levar Deus conosco enquanto os exploramos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>6. Há uma tendência natural de andar em círculos espirais. Perceberemos que falaremos da mesma coisa vez após vez. O centro da espiral, a questão, pode ser a mesma, mas nossa compreensão dela estará continuamente se aprofundando, e progredindo como as bordas cada vez mais amplas da espiral.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>7. Discipline-se a escrever positivamente. O alvo do diário é gerar a energia de ser um vencedor. Afirme o fatos, registre seus sentimentos negativos honestamente, mas então procure a promessa.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>8. Finalmente, apesar de estarmos falando em um diário, não se martirize se não escrever diariamente. Evidentemente, o maior proveito virá de um exercício diário. No entanto, escreva sempre que tiver contemplado, sem cobranças, considerando o termo diário como o registro de suas impressões pessoais a cada vez que esteve na presença de Deus.</p>
<p><a href="http://dl.dropbox.com/u/928422/Sil%C3%AAncio%20Transformador.doc"><br />
</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>O que é o Celebrando a Recuperação</title>
		<link>http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/?p=42</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Apr 2011 19:17:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Carlos Barcelos</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recuperação]]></category>

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		<description><![CDATA[Pecar é da natureza humana. Por conta do pecado, somos feridos por outros assim como ferimos outros. O tempo não cura nenhuma de nossas feridas. Conselheiros falam sempre com pessoas que carregam feridas por trinta ou quarenta anos. Feridas que &#8230; <a href="http://www.celebrandoarecuperacaosp.com.br/?p=42">Continue lendo <span class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pecar é da natureza humana. Por conta do pecado, somos feridos por outros assim como ferimos outros.</p>
<p>O tempo não cura nenhuma de nossas feridas.</p>
<p><span id="more-42"></span></p>
<p>Conselheiros falam sempre com pessoas que carregam feridas por trinta ou quarenta anos. Feridas que são deixadas sem atenção infeccionam-se e espalham essa infecção pelo corpo inteiro. O tempo apenas aumenta o sofrimento se o problema não é resolvido.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>A Bíblia nos ensina como superar nossas feridas, dependências e complexos. O Celebrando a Recuperação é um programa pensado e criado para nos ajudar a aplicar em nossas vidas a Graça de Deus descrita na Bíblia. Este programa é baseado nos ensinos de Jesus Cristo. Por isso é um programa único e muito efetivo em ajudar as pessoas a mudarem pela aplicação da Graça de Deus em suas vidas. É perceptível como o Espírito de Deus tem usado este programa para transformar literalmente milhares de vidas onde quer que tenha se instalado.</p>
<p>Muitas pessoas estão familiarizadas com o clássico Programa dos Doze Passos sugeridos por Alcoólicos Anônimos.  Incontáveis pessoas foram ajudadas por esse programa que, por sua natureza, não é confessional. O conceito de Deus por definição é aberto para que cada pessoa entenda Deus conforme sua própria definição.</p>
<p>A diferença entre o Celebrando a Recuperação   e os grupos anônimos é que definimos o Poder Superior, Jesus Cristo.</p>
<p>Associados com o Programa dos Doze Passos, estão os Oito Princípios de Recuperação baseados nas Bem Aventuranças.</p>
<p>Há sete características que tornam o Celebrando a Recuperação um programa único :</p>
<p>1. Este programa é baseado na Palavra de Deus, a Bíblia. Jesus começou seu ministério lançando as bases do Reino, conhecidas como as Bem Aventuranças. Elas apontam o caminho da Recuperação, da integridade, crescimento e maturidade espiritual.</p>
<p>2. Este programa olha para a frente. Em vez de prender-se e revolver-se no passado, revivendo  memórias doloridas vez após vez , o Celebrando a Recuperação foca-se no futuro. Apesar do que já aconteceu, a solução é começar a tomar decisões sábias e depender do poder de Cristo para nos ajudar a fazer as mudanças necessárias.</p>
<p>3. Este programa enfatiza a responsabilidade pessoal. Em vez de adotar um jogo de acusação e desculpas, cheio de vitimização , o programa ajuda as pessoas a enfrentarem suas próprias escolhas pobres e tratar com elas usando os recursos disponíveis. Não podemos controlar o que acontece conosco. Mas podemos  controlar como respondemos a tudo. Este é o segredo da felicidade. Quando paramos de desperdiçar tempo querendo consertar a culpa, teremos mais energia para resolver o problema. Quando paramos de esconder nossas próprias faltas, e paramos de culpar a outros, então  o poder restaurador de Cristo pode começar a trabalhar em nossas mentes, vontades e emoções.</p>
<p>4. Este programa de recuperação enfatiza um compromisso espiritual com Jesus Cristo. O terceiro principio apela às pessoas que façam uma rendição total de suas vidas a Cristo. Recuperação duradoura não acontece sem este passo. Todo mundo precisa de Jesus. O  Celebrando a Recuperação é totalmente evangelístico em sua natureza. Não se surpreenda se este programa se tornar o meio mais efetivo de alcançar pessoas para o Reino. Vidas mudadas sempre atraem outras que querem ser mudadas.</p>
<p>5. Este programa de recuperação utiliza a verdade bíblica de que nós precisamos um do outro a fim de crescermos espiritual e emocionalmente. Isso é feito com a interação em pequenos grupos e a camaradagem de uma comunidade acolhedora.</p>
<p>O Celebrando a Recuperação está baseado no princípio do Novo Testamento pelo qual sabemos que não nos damos bem enquanto sozinhos. Se sua igreja está interessada em começar pequenos grupos, esta é uma grande maneira de começar.</p>
<p>6. Este  programa de recuperação cuida de todos os tipos de hábitos, feridas e complexos.  Alguns programas de recuperação lidam apenas com alcoolismo ou uso de outras drogas ou outro problema apenas. Mas o Celebrando a Recuperação é um “grande guarda-chuva” sob o qual um numero ilimitado de questões pode ser tratado.</p>
<p>7. Este programa de recuperação produz ministros leigos. Sendo bíblico e baseado na igreja local, ele produz um continuo fluxo de pessoas movendo-se em direção ao ministério depois que encontraram a recuperação em Cristo.</p>
<p>O tamanho da igreja não é impedimento para começar um ministério do Celebrando a Recuperação. Você pode começá-lo como um pequeno grupo de pessoas e observá-lo em crescimento pelo boca-a-boca. Você não conseguirá mantê-lo em segredo por muito tempo.</p>
<p>Você verá vidas mudando de formas dramáticas. Verá casamentos sem esperança restaurados e pessoas libertas de todo tipo de hábitos pecaminosos, complexos e feridas à medida que permitem que Jesus seja Senhor de todas as áreas de suas vidas.</p>
<p>A Deus seja a glória!</p>
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